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Poesia clandestina: Estou em greve

sexta-feira 15 de março| Edição do dia

Estou em greve
Porque meu corpo não é máquina
e eu não sou objeto
Estou em greve
Porque não pertenço
Ao meu chefe
Estou em greve
Sozinha, pelo meu corpo
Porque não sou obrigada
a me rebaixar
Estou em greve
Porque me subestimam
E mal sabem eles
que estou em greve
E que não vão mais passar a mão e mim
Sim! Eu estou em greve
E não vem me dizer que não sirvo
pra produção
Que sou fraca e magrinha
Porque já deixei bem claro
que sou peão
E no meio dá fábrica
há luta!
E sim eu estou em greve
Queira a chefia ou não!

- R41




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