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PLENÁRIA NACIONAL DA FAÍSCA | Plenária da Faísca reúne centenas para debater unidade com trabalhadores rumo ao dia 29

A plenária da juventude faísca reuniu centenas de jovens de mais de 11 estados do país, nas federias como a UFRGS, na UFF, UFCG, UFMG, na UFRN, na UnB, na UFABC, na Unifesp, na UFES, na UFRJ, mas também na USP, UERJ e Unicamp por fora Bolsonaro, Mourão e todos os golpistas e para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.

segunda-feira 24 de maio | Edição do dia

As falas expressaram muita energia de luta e muita revolta com a situação de calamidade das universidades. Marie da UFRN abriu a plenária expressando muito fortemente que combatemos Bolsonaro e todo o regime porque queremos fazer a revolução para não depositarmos nossas forças em retirar Bolsonaro para colocar um general racista como Mourão no lugar. É preciso um combate muito mais profundo contra todos aqueles que nos atacam e por isso a defesa de uma assembleia constituinte livre e soberana imposta pela luta que possa revogar todas as reformas e avançar em um governo de trabalhadores de ruptura com o capitalismo.

Luno do Teatro da UFRGS, fez a segunda fala de abertura dando muita ênfase ao combate ao sucateamento se trata de defender que os filhos negros da classe trabalhadora tenham direito ao estudo e a necessidade de levantar fortemente as cotas etnico-raciais contra os ataques da direita, para que sejam proporcionais ao número de negros em cada estado. A necessidade de uma entidade estudantil que possa servir como ferramentas de luta dos estudantes em aliança com os trabalhadores, e essa deve ser a tarefas dos CAs e DCEs de impulsionar a auto-organização com assembleias com direito a voz e voto rumo ao dia 29, com fortes blocos no dia 29 de cada universidade pelo país, em exigencia para que as centrais sindicais unifiquem um mesmo chamado. A majoritária da UNE vem convocando lives nas universidades e seria tarefa da oposição levar isso a frente. Por fim, trouxe de volta o espírito da juventude de maio de 68, para que "sejamos realistas e exijamos o impossível".

Plenária contou com saudações do Chile, Argentina e EUA, trazendo os ares de revolta e os combates que vem sendo travados contra os governos e os patrões em outras partes do mundo. No Chile, o combate da organização irmã do MRT, o PTR, vem travando uma batalha para que implementaram 30 anos de neo-liberalismo sejam derrotados não apenas nas urnas mas nas ruas pelas mãos dos trabalhadores. Da Argentina, trabalhadora da saúde expressou o enorme triunfo dos profissionais de saúde argentinos após semanas de luta e bloqueios de estradas e dos EUA a batalha que vem tomou as ruas no último período por George Floyd e agora por justiça a Palestina. Letícia Parks também fez uma saudação levantando que "O antiimperialismo da Faísca também é a defesa do povo palestino contra Israel" Professor Gonzalo, da UFCG, também fez uma saudação ressaltando a potência da juventude para combater o capitalismo e Fe Pe Luci do Metrô de São Paulo ressaltou que: "o que eles mais temem é a unidade dos trabalhadores com os estudantes

As diversas falas vivas que tomaram o plenário debateram o projeto de sucateamento que vem de muito tempo antes do governo Bolsonaro, identificando que atual presidente é um herdeiro do golpe institucional que retirou Dilma, aprofundando os cortes na educação que já vinham ocorrendo. O combate ao regime, que é também contra governadores como Castro e Doria que precarizam nossas vidas e a necessidade viva de unificar pautas com as mães que perderam seus filhos no Jacarezinho e a juventude trabalhadora que será a primeira a ser afetadas pelos cortes e sofre diariamente pelas balas da polícia e é a maior vítima do filtro social do vestibular.

Muitos independentes intervieram com vontade de lutar. Também se debateu sobre a necessidade de retomar a grande experiência de 1968 e a necessidade de um debate ambiental anticapitalista e anti-imperialista.

Diversos jovens saíram moralizados plenária da Faísca rumo ao dia 29: "Percebi que o pessoal tá sem medo de lutar" e "o pessoal de fora do país também mostra que a solidariedade internacional é fundamental na luta" foram algumas das frases que se ouviu após a discussão que mostram a força desses debates para em cada assembleia nos locais de estudo levar a frente uma linha pela auto-organização e combate ao capitalismo. Essas foram as resoluções tiradas na plenária:




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