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Petroleiros começam sua greve contra a privatização de Dilma e ameaças de Serra

sexta-feira 24 de julho de 2015| Edição do dia

Foto: Piquete na REDUC. FONTE: SINDIPETRO-CAXIAS

Esta noite os petroleiros começaram a cruzar os braços no país todo. A partir das 23 horas começou a paralisação de 24 horas contra as propostas de privatização da Petrobras que serão votadas no Conselho de Administração da empresa. Em alguns lugares como a refinaria Duque de Caxias a greve começou com adesão praticamente de 100% e fortes piquetes.

Durante o dia o Esquerda Diário trará atualizações da greve em todo o país.

A mobilização dos petroleiros ocorre poucos dias depois que a empresa emitido um comunicado interno justificando as medidas privatistas e chamando os petroleiros a não se mobilizar. Planos de contingência mais agressivos que o normal foram acionados e é visível que a empresa está apreensiva com o descontentamento generalizado entre os petroleiros próprios e contratados.

Hoje será votado no conselho máximo da empresa de capital misto controlada pelo Estado brasileiro um agressivo plano de privatização digno dos tucanos. Serão "desinvestidos" 57 bilhões de dólares em 4 anos. Já está planejada a abertura de capital da BR Distribuidora e há intermináveis notícias percorrendo as mídias nacionais sobre as vendas de oleodutos, gasodutos, termoéletricas, fábricas de fertilizantes, navios, entre muitos outros ativos. Esta entrega dos recursos nacionais alcançará cerca de 30% dos ativos da empresa.

Uma imensa privatização da empresa que está sendo feita pelo PT, por Dilma. Ao mesmo tempo paira sobre o petróleo nacional outras ameaças como o fim da obrigatoriedade dos 30% da Petrobrás no Pré-sal como está previsto em projeto de lei de Serra do PSDB.

Enquanto há estas duas ameaças privatistas milhares de terceirizados estão sendo demitidos.

Com tantos inimigos e demissões há uma intensa movimentação entre os petroleiros, espera-se uma contundente paralisação em várias unidades, apesar do controle da burocracia sindical da Federação Única dos Petroleiros (FUP) que buscará conter a radicalização dos petroleiros e tentar dirigir sua indignação somente contra o projeto de Serra. Os comunicados da FUP falam que a paralisação seria em "defesa da democracia e contra os desinvestimentos do Conselho", como se o conselho não fosse presidido por indicados de Dilma e do PT. Não é com este discurso que chamam os petroleiros a se mobilizar. Nas bases precisam falar mais dos desinvestimentos e através de mil e uma manobras retóricas tentar atacar a privatização mas não o governo que privatiza.

Os petroleiros hoje tem dois inimigos muito claros: Serra e o imperialismo por um lado, mas também Dilma e sua privatização. Esta primeira batalha de 24hs e que consciência os petroleiros tomarão que também precisam se enfrentar com Dilma e o PT marcarão os próximos passos na luta contra a privatização da empresa.




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