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Petrobras irá transferir 937 trabalhadores para "cortar gastos", mesmo lucrando 40 bi em 2019

a direção Castello Branco anunciou que irá transferir a partir de 1º de junho, 937 trabalhadores da Bacia de Santos serão transferidos para o Rio seguindo sua política de lucros acima das vidas.

quinta-feira 28 de maio| Edição do dia

A direção Castelo Branco segue sua política de lucros acima das vidas, não à toa o número de contaminados por covid -19 chega a centenas e começam a surgir casos de mortes em várias unidade pelo Brasil. Mesmo assim não se vê por parte da direção uma política de testagem massiva dos trabalhadores, pelo contrário, aumentam as denúncias de trabalhadores afastados com sintomas de covid que voltaram as suas funções sem terem sido testados e de unidades inteiras sem testes mesmo tendo ocorrido falecimento por conta do vírus.

O descaso da empresa não para por aí, a direção Castello Branco anunciou que irá transferir a partir de 1º de junho, 937 trabalhadores da Bacia de Santos serão transferidos para o Rio, de acordo com a denúncia do sindicato. Na realidade a empresa custeia o transporte de Santos até Jacarepaguá para que os trabalhadores embarquem por lá, e essa medida nada mais é que um mero corte de gastos com esse translado, obrigando os trabalhadores a se locomoverem por conta própria.

Ainda que a empresa afirme que continuará custeando o translado Santos-Rio de Janeiro e hospedagem pré-embarque para trabalhadores offshore enquanto durar o período de isolamento por conta do coronavírus, é absurdo que sejam os próprios trabalhadores que paguem o transporte numa empresa que só ano passado lucrou 40 bilhões reais. Isso é parte de uma política da própria empresa de alocar os trabalhadores onde ela bem entende, por fora de um debate na categoria, podendo do dia pra noite como tenta fazer com os trabalhadores da bacia de Santos de maneira arbitrária, sem levar nada em conta, sobretudo o impacto de uma transferência como essa na vida do trabalhador.

A gestão Castello Branco mostra para o que veio, bastante em sintonia com Bolsonaro e Guedes vai levando à frente um plano de privatização da empresa em conjunto com uma precarização profunda do trabalho que visa exclusivamente os lucros. Uma Petrobras 100% estatal administrada democraticamente pelos trabalhadores pode colocar a vida acima dos lucros, algo bem diferente que faz a direção atual da empresa.




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