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Petrobras fechará dezenas de plataformas pelo Brasil e ameaça demissão de milhares de petroleiros

A Petrobrás anunciou que vai parar várias plataformas para atingir cerca de 200 mil barris diários da produção estabelecida pela empresa estatal. Está estimado pela FUP que serão cerca de 50 plataformas paralisadas, o que significa uma grande proporção das plataformas de todo o país. Serão atingidas plataformas do Nordeste ao Sudeste, principalmente as plataformas da Bacia de Campos, Sergipe, Rio Grande do Norte, Bahia Ceará, e afetará cerca de 2,6 mil trabalhadores próprios e 7 mil terceirizados. Segundo a FUP também devem ser suspensas a operação de sondas próprias de perfuração, além de campos terrestres de produção.

quarta-feira 15 de abril| Edição do dia

Essa medida significa para os petroleiros um grande ataque. Apesar da empresa dizer que não vai demitir diretamente, e sim que vai realocá-los em outras unidades e funções, assim como implementar o Plano de Demissão Voluntária (PDV), sabemos que não se pode confiar, pois o recente exemplo do fechamento da FAFEN existe para lembrar que a Petrobrás não mede esforços para demitir e reestruturar a empresa de acordo com seu plano privatista.

A justificativa da Petrobrás pelas medidas que vem tomando de redução de salários de vários trabalhadores e com a realocação em unidades, é que a situação da pandemia de coronavírus aprofundou a crise internacional, o que é verdade, e com isso impôs uma queda do preço internacional do petróleo. A desculpa dada pela empresa é uma completa falácia, como mostramos nesse artigo, o break-even da empresa é em 22 dólares, ela ainda consegue 7 dólares de lucro por barril atualmente. Sua medida é para aumentar lucros dos acionistas privados que compõem a vasta maioria do capital social da empresa. Escancara a falácia da medida que a empresa esteja colocando riquezas nacionais para enferrujar em alto-mar, coloca terceirizados na rua e ameaça milhares de trabalhadores próprios tudo com a desculpa de cortar custos, mas aumentou em milhões de reais os rendimentos dos funcionários políticos do Bolsonarismo na Diretoria da Empresa.

Enquanto o alto escalão da empresa segue com seus altos salários e privilégios e Castelo Branco, assim como Bolsonaro, Guedes e companhia também se aproveitam dessa crise sanitária e econômica pra articular o cenário para num futuro próximo dar continuidade ao projeto privatista de toda a Petrobrás vendendo nossos recursos ao imperialismo.

Enquanto cai essa “bomba” da empresa para suspender as atividades de plataformas pelo país, milhares de petroleiros próprios e terceirizados seguem sem acesso ao teste do coronavírus e vários trabalhadores terceirizados seguem expostos ao vírus e há confirmações de dezenas de contaminados em algumas plataformas. Hoje mais do que nunca, é preciso que FUP e FNP organizem uma campanha ativa por testes para todos petroleiros próprios e terceirizados em cada unidade e uma forte campanha contra as demissões dos petroleiros próprios e terceirizados.

É com a moral dos petroleiros que fizeram a primeira greve nacional no governo Bolsonaro que devemos exigir que nossas direções sindicais organizem a resistência para que não percamos nossos empregos e possamos impulsionar comitês de defesa e saneamento com membros eleitos democraticamente por unidades para decidirmos o funcionamento em cada unidade e liberar todos e todas trabalhadoras que fazem parte dos grupos de risco. E para que se avance no debate e organização para lutar pela reestatização das unidades que já foram vendidas, por uma Petrobrás 100% estatal e que possamos reconverter e controlar a produção para atender a população e o povo trabalhador para enfrentar a crise sanitária e garantir os empregos.




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