Sociedade

VAZAMENTO DE ÓLEO NO NORDESTE

Pescadores ocupam sede do Ibama contra negligência do governo com óleos nas praias

terça-feira 22 de outubro| Edição do dia

As manchas de óleo nas praias do nordeste, ainda sem origem determinada, avançam dia após dia causando cada vez mais danos, não só para o meio ambiente, mas para toda a população. Impossibilitados de trabalhar, pescadores e marisqueiros ocuparam nesta terça-feira (22) a sede do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) exigindo respostas sobre as manchas de óleo.

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Somente em Salvador foram retiradas já 22 toneladas de óleo, porém as manchas continuam aparecendo e até mesmo barris foram encontrados na orla da praia. Bahia e Sergipe decretaram situação de emergência com os vazamentos.

Em termos ambientais, a situação se agrava a cada dia causando danos profundos ao meio ambiente e animais marinhos. No Ceará, mais de 20 tartarugas foram encontradas mortas e muitos vídeos circulam na internet mostrando pessoas tentando limpar tartarugas vivas da grosseira camada de óleo que recobre seus corpos. Não são somente tartarugas que vem sendo encontradas nessas situações: em outras regiões, são mais tartarugas, golfinhos, peixes encontrados cobertos de óleo.

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Os trabalhadores manifestam-se contra a negligência do Estado para conter o óleo que avança, destruindo uma das fundamentais fontes de rendas dessas famílias, desde 30 de agosto. Segundo o Ministério da Agricultura, cerca de 144 mil famílias que vivem da pesca estão expostas aos danos do óleo nas praias.

Os trabalhadores vem sendo orientados à não pescar ou caçar mariscos nas praias que estão sendo atingidas pelo óleo. Junto aos trabalhadores, outras organizações compuseram o manifesto escrito, incluindo comunidades científicas que se veem sem respostas em relação ao que está ocorrendo.

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O vazamento de óleo nas praias do Nordeste é um crime ambiental sem precedentes, expondo que a cobiça dos capitalistas por todos os recursos naturais não tem limites.

Junto as queimadas na Amazônia, cuja fumaça anoiteceu cidades por todo país, a destruição avassaladora do meio ambiente está à serviço da expansão do agronegócio e da especulação do recursos para garantir o lucro dos capitalistas. Seja pelos latifundiários de Bolsonaro e Trump vendendo soja para os chineses, seja pelos países imperialista da União Europeia que miram na Amazônia para satisfazer o lucro das gigantes indústrias do ramo de cosméticos e farmacêuticas.

O agronegócio que foi largamente favorecido nos anos de governo do PT e seu processo de reprimarização da economia, assim como a mineração, que foi responsável pelos crimes de Brumadinho e Mariana cometidos pela Vale.

Não podemos permitir que usem todos os recursos naturais e humanos para garantir que a crise capitalista não seja paga por quem a criou. É necessário que a classe trabalhadora dê uma resposta às condições que estão colocadas e enterre esse sistema irracional que destrói o meio ambiente e toda a vida no planeta em nome do lucro dos capitalistas.




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