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DECLARAÇÃO | Peru: Com a mobilização, rechacemos as manobras do fujimorismo e da extrema-direita!

À seguir reproduzimos a declaração política da Corrente Socialista das e dos trabalhadores (CST), que impulsiona a rede La Izquierda Diario no Peru, onde chamam para a luta e organização do povo trabalhador para enfrentar o fujimorismo e a direita reacionária que pretendem invalidar os resultados eleitorais do segundo turno.

quinta-feira 17 de junho | Edição do dia

O fujimorismo e seus aliados da ultra direita reacionária não só desconhecem sua derrota eleitoral do último 6 de junho no segundo turno, como também agora pretendem que se anulem os últimos processos eleitorais, como sugeriu abertamente Jorge Montoya, ex general da Marinha de Guerra e agora legislador eleito pelo partido ultradireitista Renovação Popular, e Mario Vargas Llosa, que em uma recente entrevista manifestou publicamente que eles “não podem aceitar um governo de Pedro Castillo”, tão pouco a vontade de seus eleitores, já que os consideram pouco informados e, por tanto, inferiores em relação aos eleitores do fujimorismo.

Esta campanha do fujimorismo está sendo acompanhada de mobilizações reacionárias principalmente na cidade de Lima, nas quais seguidores de Keiko Fujimori não só chamam a deslegitimar os resultados eleitorais de 6 de junho, e agora o processo eleitoral em si, como também promovem ódio e discriminação racial contra os eleitores de Castillo. Com estas ações provocadoras, o que buscam é exercer pressão sobre as instituições eleitorais para que deslegitimem oficialmente os resultados do último processo eleitoral e, como já começaram a expressar, para que o processo se invalide e se convoquem novas eleições.

Esse comportamento do fujimorismo e de seus aliados da mais rançosa direita expressa-se em personagens como Mario Vargas Llosa, Lourdes Flores Nano, Jorge del Castillo, “Vitocho” García Belaunde, entre outros, mostra claramente que para eles a vontade do povo não tem valor quando esta não se alinha com seus interesses e ambições. Por esta razão, não podemos ficar de braços cruzados esperando que as instituições e seus funcionários sejam os que decidam, tão pouco podemos apelar para a “tranquilidade e serenidade” como vem fazendo Pedro Castillo, ou chamar para uma unidade nacional ao fujimorismo como vem fazendo Betsy Chavéz, congressista eleita pelo Perú Libre e porta voz oficial desta nova bancada.

Só a luta e a auto organização dos trabalhadores, camponeses e setores populares podem garantir que se respeite a vontade popular. Por esta razão, fazemos uma chamados aos trabalhadores, camponeses e setores populares de todo o país para que construam espaços de auto organização trabalhadora e popular em seus locais de trabalho, moradia, em suas respectivas regiões e povoados para a partir daí impulsionar o quanto antes a mobilização exigindo respeito à vontade popular expressada nas urnas no último 6 de junho, onde saiu ganhador Pedro Castillo.

A partir desses espaços impulsionemos também a luta por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para acabar com o regime podre de 1993 e lutemos para impor uma plano de emergência que contemple, entre outras medidas, a revogação imediata da suspensão perfeita do trabalho e das leis trabalhistas que precarizam o trabalho, um imposto progressivo aos ricos, a nacionalização com controle dos trabalhadores de todas as empresas privadas vinculadas ao setor da saúde que lucram com a pandemia, a nacionalização dos bancos sob o controle de seus bancários para que os pequenos comerciantes e a agricultura familiar tenham os créditos necessários, o não pagamento da fraudulenta dívida externa para que tenhamos os recursos necessários para fortalecer serviços públicos básicos como saúde, moradia e educação.

Somente com a luta e a auto-organização dos trabalhadores e do povo pararemos ascenso da direita reacionária. Não passaram.




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