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COVID-19

Pela 1ª vez desde julho, casos de síndrome respiratória grave voltam a subir

Como parte da 2ª onda do coronavírus o número de casos positivos tem subido em muitas regiões do país. Dados recentes demonstram como a ocorrência de síndrome respiratória grave aumentou exponencialmente, como não se via desde julho deste ano, se vinculando às consequências e sintomas mais graves da covid-19.

quinta-feira 26 de novembro de 2020| Edição do dia

Foto: Reprodução/TV Globo

Muito tem se discutido se a segunda onda da pandemia do novo coronavírus chegou e se iniciou no Brasil ou não. Há diferenças na opinião de profissionais da saúde e analistas, mas onde há acordo é que a notificação de casos está voltando a crescer, acompanhado de maior busca de leitos nos hospitais e apresentação de sintomas bastante vinculados ao vírus, como a SRAG (Síndrome respiratória aguda grave).

Dados do boletim Infogripe, da Fiocruz, que coleta informações de notificações de Srag do sistema Sivep-Gripe, pertencente ao Ministério da Saúde, apontam como os casos de síndrome respiratória grave voltaram a subir em todo território nacional pela primeira vez desde o mês de julho, indicando a relação com a segunda onda da Covid-19. São ao menos 12 capitais do país que notificaram aumento.

O coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, declarou suas opiniões sobre a discussão se estamos ou não começando a atravessar a segunda onda de casos da pandemia. “Não existe uma definição clara e específica do que é uma segunda onda. O ponto principal é: qual a situação atual? Estamos em um momento tranquilo [de controle do vírus]? Não. Então precisamos reavaliar e repensar as medidas a partir daqui.”

O profissional se baseia no aumento de casos de síndrome respiratória grave para colocar sua opinião a respeito da segunda onda. Acrescenta também como os governos deveriam se posicionar diante desse aumento de casos de Srag e de casos positivos de covid-19 que igualmente voltaram a crescer. Para ele, no início da pandemia era difícil controlar porque se tinham muitos casos por dia e pouco se sabia a respeito. Agora, com uma política de testagem massiva, é possível saber quem está contaminado, isolá-lo com antecedência e assim não chegar a uma situação extrema em que uma quarentena mais rigorosa se faz necessário, restringindo atividades.

Nas últimas semanas muitos médicos, analistas, pesquisadores e demais profissionais da área da saúde têm discutido os rumos da pandemia no Brasil e no mundo, observando a confirmada segunda onda na Europa, as políticas dos governos brasileiros, as práticas da população e dos estabelecimentos. Segundo médicos que integram o comitê de combate ao novo coronavírus, a segunda onda da covid-19 no estado de São Paulo estava sendo esperada para o final de dezembro, mas já se antecipou.

É preciso que os governos estaduais, assim como o governo federal, apresentem um plano de testagem massiva para evitar que os hospitais e leitos fiquem superlotados, faltando espaço na UTI, respirador, dentre outros atendimentos necessários diante da covid-19.

De um lado vemos o negacionismo de Bolsonaro que ao longo dos meses demonstrou toda sua política genocida destinando milhares a morte. De outro lado os governadores, o Congresso e os políticos golpistas que fazem um discurso “moderado e racional”, mas igualmente não apresentaram planos seguros e concretos de combate e prevenção do vírus, não testaram a população, não deram condições para liberação do grupo de risco, pelo contrário, aumentaram demissões e desemprego. Basta de morrer pela covid-19, pelo descaso dos governos que priorizam as atividades econômicas e lucros das empresas à vida da maioria trabalhadora!




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