Política

REFORMA ADMINISTRATIVA

Paulo Guedes planeja fim da estabilidade dos servidores públicos na reforma administrativa

segunda-feira 7 de outubro| Edição do dia

Na reforma administrativa de Bolsonaro, que está sendo organizada por Paulo Guedes para enviar em seguida à Câmara dos Deputados, há a previsão de entrar o fim da estabilidade dos servidores públicos. Se isto se confirmar, é um ataque brutal aos serviços públicos, que sofrem com o desmonte que vem ocorrendo há décadas.

O secretário adjunto de "Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia afirmou que pretende incluir esta medida no pacote. Gleisson Rubin, o secretário que vem à tempos fazendo propaganda deste ataque contra professores, servidores das universidades e hospitais, médicos, e um sem fim de categorias que trabalha nas escolas, universidades, hospitais e repartições do serviço público prestado gratuitamente à população.

Á Folha, Gleisson disse que "(...)Tem uma série de funções às quais não necessariamente essa proteção precisa estar associada." Segundo a Folha de SP, jornal que apoia esta medida, a ideia do Ministério de Paulo Guedes é que a estabilidade seja concedida apenas a auditores fiscais, fiscais do trabalho e diplomatas, e funções que o jornal considera como "sujeita a pressões".

Curioso conceito da Folha, já que as funções que hoje mais estão sujeita à pressões são justamente Professores da rede pública, seja superior ou médio, e servidores das Universidades e Hospitais, que estão sofrendo não só com os cortes de verbas, mas também com o ataque por parte dos próprios Ministros de Bolsonaro, como Weintraub por exemplo, que persegue estudantes e professores e insufla movimentos como o Escola Sem Partido para pressionar os servidores públicos no exercício de sua função.

Segundo o secretário, as novas contratações dos servidores públicos deverão ser feitas por via de um contrato por tempo indeterminado. Estas medidas viabilizam a perseguição política de Bolsonaro contra os servidores, pois facilita as demissões. Estas mesmas demissões que o estado quer concretizar nos serviços públicos utilizados pela população trabalhadora. Querem facilitar a vida de empresários da educação donos de faculdades privadas, empresas de previdência privada, planos de saúde privados, grupos capitalistas que financiaram o golpe e financiam o governo de Bolsonaro.

Não é possível admitir um ataque deste tamanho, contra os servidores públicos, enquanto que bilhões dos cofres públicos vão para comprar os votos dos deputados na reforma da previdência, ou vão diretamente para esquemas de laranjas como os que estão sendo investigados indiciando o Ministro de Turismo de Bolsonaro, e ainda, milhões gastos com benesses, passagens aéreas, auxílios-paletó, auxílios-moradia, para deputados que são verdadeiros milionários sangue-sugas do dinheiro público.




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