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ATAQUE À EDUCAÇÃO | "Passaram por cima de tudo para aprovar o PEI" denunciam professores de escola em SP

O Esquerda Diário recebeu denúncia de um processo fraudulento e assediador da implementação do Programa de Ensino Integral (PEI) na Escola Estadual Major Cosme de Faria - bairro Guaianazes, Zona Leste de SP. A denúncia está sendo feita também ao sindicato de professores e ao ministério público.

terça-feira 22 de junho | Edição do dia

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Esquerda Diário, ao publicar denúncia feita por professores de Campinas sobre o assédio e a fraude que sofreram na implementação do PEI, recebeu nova denúncia de professores sobre o processo de implementação do Programa de Ensino Integral (PEI) na E.E Major Cosme de Faria, na zona leste de SP, segundo a denuncia o processo foi atropelado, sem transparência e em base a assédio aos professores.

O PEI é um programa que cria uma falsa aparência de melhoria na educação mas é excludente e torna o sistema de ensino ainda mais precário e desigual e está de acordo com os demais ataques à educação, como a Reforma do ensino médio. Ataques que são apoiados por Bolsonaro, militares, todos os golpistas e João Doria, porque querem uma educação que esteja de acordo com um mundo do trabalho ainda mais precário e sem direitos.

Veja: Manifesto contra a imposição do excludente PEI na rede estadual paulista

O Esquerda Diário convida todos os professores a enviarem suas denúncias sobre o PEI, o avanço da reforma do ensino médio, do retorno inseguro das aulas e de todos os ataques, ao nosso portal. Aqui damos voz às denúncias, lutas e política da classe trabalhadora. Por isso também convidamos todos ao nosso Encontro Virtual, que será neste sábado, 15h30.

Veja abaixo a denúncia que recebemos:

“A nova gestão começou o processo sem comunicação com os professores, apenas agendou reuniões com a comunidade sem comunicado a todos. Como muitos professores estavam no remoto, nos mobilizamos e começamos a participar das reuniões e fazer um trabalho com a comunidade escolar. Durante o processo houve a autorização de entrada de alunos e professores de outra escola para fazer propaganda do programa (no meio da pandemia). Foi informado, que caso o aluno não opte pela PEI e precisar estudar longe o governo garante transporte, o que não é verdade.

Mas pior ainda, não houve a devida transparência no processo. Os pais iam às reuniões e depois eram encaminhados a direção para votar através de um formulário que nós professores não tínhamos acesso. Foi protocolado pedido para ter transparência e nunca foi respondido. A gestão da escola divulgava conteúdos de apoio a PEI nos grupos dos alunos e caso algum professor colocasse algo contra era assediado.

Após realizar todas reuniões com a comunidade, convocaram uma com os professores e nessa reunião citaram que o processo tinha encerrado, que a maioria dos professores poderiam ficar tranquilos que ficariam satisfeitos com o resultado, fizeram isso pra tentar ser um cala a boca e o nosso trabalho com a comunidade acabasse.

No dia seguinte ficamos sabendo de uma reunião escondida com a comunidade não poderiam deixar a gente entrar e caso algum professor acessasse era pra derrubar e realmente isso aconteceu... Tentávamos entrar e nos tiravam da reunião. Depois disso ainda marcaram outras reuniões com a comunidade e não autorizaram nossa participação... E sabemos que falaram muito mal dos professores, dizendo que os professores estavam mentindo sobre o Programa.

No meio de tudo isso, mandaram uma convocação para abertura de uma sindicância alegando que estávamos causando danos à repartição pública. Convocaram 13 Professores para a sindicância. ( Mais uma vez tentando nos calar). Alguns dias se passaram e não apresentaram o resultado, sabíamos que era preciso entregar o parecer até dia 15 e nada.

Quando foi no dia 18 realizaram uma reunião alegando que era pra organizar o conselho de escola que estava com problemas e apresentar os resultados da PEI. Ou seja, já eram 3 dias após a data de enviar o parecer para a diretoria de ensino.

Na reunião, que foi remota, no momento da apresentação dos resultados mostraram um gráfico com a intenção do fundamental, outro com a do Médio e mais um com a intenção dos professores/funcionários, mas passaram tudo muito rápido e já foi para o gráfico final com o resultado. Pasmem.. não consideraram os votos dos professores e funcionários no resultado final. Pedimos várias vezes para voltar os slides e se recusaram alegando que não tinha tempo e precisava terminar a reunião.

Questionados sobre a data do parecer disseram que já tinham entregue os resultados a diretoria e o conselho de escola não precisaria dar parecer e sim apenas ser informado... Ou seja, passaram por cima de toda a ordem correta do processo e finalizaram com o resultado que queriam. Não considerou os docentes e funcionários como comunidade escolar, caso isso acontecesse o parecer seria contrário ao PEI.

Nossa escola tem em média 1400 alunos, não se atingiu nem 20% da comunidade.

Foram protocolados pedidos de transparência. Pedidos de acesso aos votos. Pedidos para rever o conselho com antecedência. E no final protocolado pedido para rever os votos dos professores e funcionários... Mas nenhum foi respondido”.




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