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METALÚRGICOS

Paralisação na Mercedes do ABC nessa quarta

quarta-feira 4 de maio de 2016| Edição do dia

Foto: SMABC

Os metalúrgicos da montadora em São Bernardo do Campo estão inseguros com relação aos seus empregos após a declaração do presidente da empresa no Brasil, que disse que há um excesso de 2 mil funcionários na empresa e que o PPE (Programa de Proteção ao Emprego) ajuda temporariamente, porém “perderá a utilidade” após um ano.

O PPE foi aprovado na Mercedes em agosto de 2015 e tem validade até maio de 2016, garantindo a estabilidade do emprego por 12 meses. A princípio, 85% dos trabalhadores foram contra o programa, mas frente a ameaça de demissão de milhares e com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC defendendo o PPE, em assembleia no final de agosto o programa foi aprovado. Com sua aprovação, foram reduzidas as jornadas de trabalho em 20% e os salários em 10% de 8000 dos 9800 trabalhadores da planta.

Agora, com o PPE chegando ao fim ao final de maio, esses milhares de trabalhadores podem perder seus empregos, pois o presidente já sinalizou que não tem interesse em renovar o programa.

Conforme já viemos denunciando aqui, esse PPE da CUT, do governo e da patronal se mostra mais uma vez como um programa de proteção aos empresários, e não ao emprego dos trabalhadores.

Para barrar as futuras demissões, é preciso levantar o programa de redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Exigir a abertura do livro de contas das empresas para que todo trabalhador e sindicato possam saber a real situação da empresa e seus lucros nos últimos anos. Impedir a demissão por meio de greves e exigir a estatização sob controle operário de toda e qualquer empresa que demita ou feche as portas por causa da crise. Só assim poderemos manter os direitos e o emprego dos trabalhadores.

A produção na unidade deve retornar na quinta-feira.




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