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GARIS DE PORTO ALEGRE

Paralisação dos garis em Porto Alegre é encerrada e empresa tem contrato suspenso

quinta-feira 10 de junho| Edição do dia

Os garis de Porto Alegre, do setor responsável pela coleta porta a porta, cruzaram os braços desde a manhã de ontem (9) reivindicando seus direitos trabalhistas atrasados. Um dos relatos é de férias vencidas em até quatro anos e benefícios que não são pagos devidamente. Uma categoria que esteve na linha de frente durante toda a pandemia, sem direito a vacina, com grande parte de imigrantes e em sua maioria negra, deu um forte exemplo de luta e mostra que sem a classe trabalhadora nada acontece no mundo.

O prefeito Sebastião Melo (MDB) gravou um vídeo, na manhã de quarta, afirmando que irá garantir os direitos dos garis e que a prefeitura havia repassado as verbas para a empresa terceirizada B.A. Ambiente. Na prática, Melo tenta "lavar as mãos", se eximindo da responsabilidade que tem por aplicar a terceirização que é uma forma conhecida de precarizar o trabalho e permitir todo tipo de absurdo. Mesmo após toda essa demagogia a polícia de Choque, comandada pelo governador Eduardo Leite, no final do dia de ontem, foi até a empresa reprimir com bombas de gás os trabalhadores que estavam fazendo um piquete.

O prefeito seguidor de Bolsonaro logo suspendeu o contrato da empresa contrato, ao passo que organizava uma operação para cobrir a coleta de lixo porta a porta. Os garis foram orientados pela empresa a seguir batendo o ponto normalmente durante esses 15 dias e afirmam que o sindicato da categoria não fez nada por eles. Alguns trabalhadores receberam a informação que vão receber o valor correspondente às férias.




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