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CRISE CAPITALISTA | Para Bolsonaro “o Brasil tá indo bem”, diz lamentar as mortes, mas volta a minimizar a pandemia

Bolsonaro fala para plateia de apoiadores nessa terça-feira em clima de festa. Diz que “o Brasil está indo bem” se referindo ao crescimento econômico de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre. O crescimento foi de 1,2% em relação ao trimestre anterior segundo o IBGE.

quarta-feira 2 de junho | Edição do dia

Uma apoiadora afirma que “o clima tá muito tenso”, provavelmente se referindo às mobilizações do último sábado (29). Com os veículos de imprensa impedidos de entrevistar o presidente, Bolsonaro fica bem a vontade para falar toda sorte de bobagens gozando com seus apoiadores e exaltando o governo federal: “Lamentamos as mortes, mas, apesar de tudo, o Brasil está indo bem. Graças ao governo federal, porque, se dependesse de muitos governadores e prefeitos, todo mundo estaria em casa, todo o comércio fechado, milhões de empregos destruídos” afirma em tom alegre.

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O Ministério da Economia afirmou que o país atingiu no primeiro trimestre esse resultado de 1,2%, que no ano pode chegar a 4%, sem os programas emergenciais de enfrentamento à pandemia. A questão que fica é: quem ganhou? O povo pobre e trabalhador e a juventude, parte dos que saíram às ruas no sábado para dizer que o governo é mais perigoso que o vírus, só veem seus direitos indo pelo ralo e a inflação sobre os alimentos levando mais fome e miséria pelo país a fora.

Bolsonaro joga a culpa para governadores e prefeitos, com a questão do "fica em casa", dizendo que o crescimento econômico poderia ter sido maior não fosse o uso político que fazem da pandemia. A questão é que quem pôde ficar em casa foi uma minoria da população, mesmo nos estados e municípios que implantaram o chamado lockdown, pois nunca existiu isolamento remunerado para ampla maioria dos trabalhadores não essenciais. Os transportes seguiram lotados mesmo em meio aos maiores picos da pandemia. A suposta oposição dos governadores, do STF e da mídia (Globo) cai por terra quando, para passar os ataques que descarregam a crise capitalista sobre os de baixo, esses aparecem bem unidos junto com os militares e o governo.

Por isso a saída não pode ser o impeachment, que colocaria o general Mourão no poder. Tão pouco esperar até as eleições de 2022 para mudar apenas alguns jogadores dentro desse mesmo regime. A única saída para fazer os capitalistas pagarem pela crise que criaram é a da mobilização como foi o dia 29. É preciso ampliar a força das ruas unificando amplos setores de trabalhadores e juventude para batalhar por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que mude as regras do jogo e não apenas os jogadores. Na perspectiva de derrubar esse regime e erguer outro com o povo decidindo os rumos do país.

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