Mundo Operário

REFORMA DA PREVIDÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

Paes ataca 99 mil da ativa e aposentados em meio à pandemia com Reforma da Previdência

Nesta quarta-feira (13) foi aprovada na câmara dos vereadores a reforma da previdência do prefeito Eduardo Paes que atingirá em cheio os servidores públicos da ativa e os aposentados. Com a reforma da previdência aprovada a contribuição e cortes no salários de 11% agora subirá para 14%. Eduardo Paes, quer colocar os trabalhadores entre a penúria e a morte por uma crise que não é nossa.

quarta-feira 14 de abril| Edição do dia

Foto: Divulgação/VEJA

Na quarta-feira, 13 de abril, foi aprovada na câmara dos vereadores a reforma da previdência da prefeitura do Eduardo Paes, foram vinte três votos a favor e vinte e dois contra, por um voto apenas os trabalhadores serão descontados a mais dos seus salários para cobrir os gastos e rombos públicos nos cofres municipais. Eduardo Paes, que paga de bom amigo do povo carioca, está seguindo a linha do governo federal da ala mais bolsonarista desse regime pós golpe. É parte da política do Bolsonaro que a reforma da previdência aprovada no congresso nacional seja também aprovada em vários municípios pelo país, o prefeito Eduardo Paes compartilha completamente dessa linha de ataque contra os trabalhadores.

Em suas redes sociais, Eduardo Paes fez a seguinte declaração: "Vai entender. O presidente aprova uma reforma da previdência e determina q municípios aumentem a contribuição previdenciária. Seu filho vereador, vai votar a medida do pai e diz que ñ vota a favor pq o prefeito anda com os comunistas. Aí o vereador vota c o PT e o PSOL..." ou seja, para Eduardo Paes, o que realmente importa é dar continuidade aos planos de ataques do próprio Bolsonaro, isso em um cenário que os trabalhadores cariocas estão entre a vida, a fome e o desemprego.

Um fato um tanto curioso e claramente expressivo do real interesse por trás dessa aprovação previdenciária, é que no mesmo dia que a câmara de vereadores votaram a favor da reforma da previdência no Rio de Janeiro, também votaram contra os seus próprios aumentos contributários, ou seja, o salário desses representantes políticos não podem ser reduzidos ou descontados, mas os dos trabalhadores servidores públicos sim. Uma prova claríssima que por trás desse discurso de tentar reduzir o rombo do fundo de previdência do Município (FUNPREVI) existe uma casta política privilegiada que em meio à crise econômica e sanitária buscam descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e o Eduardo Paes seguindo a linha de Bolsonaro é carro chefe dessa implementação.

Nos quatros últimos meses Marcelo Crivella tentou avançar com uma reforma semelhante ao do Eduardo Paes, mas como estava nos seus quatros últimos meses foi impedido disso, Eduardo Paes, aproveitou imediatamente dos seus primeiros meses de mandato para avançar e aprovar a reforma da previdência. Esse é o Eduardo Paes, que nunca se mostrou aliado ou a serviço dos interesses da classe trabalhadora carioca, não é de se espantar que em meio a uma pandemia o prefeito Eduardo Paes, busque implementar medidas de ataques tão duras contra a classe trabalhadora no Rio de Janeiro. Parece que o dito mal menor por setores da esquerda, implementa em largas escalas um mal maior e bem pior contra os trabalhadores.

Eduardo Paes, já governou a cidade do Rio de Janeiro por dois mandatos consecutivos e ambos os mandatos serviam aos interesses dos grandes empresários e seus próprios interesses políticos, o Rio de Janeiro com a pandemia do coronavírus agoniza cotidianamente com milhares e milhares de trabalhadores expostos ao vírus, ao trabalho precário, ao desemprego e a falta de um atendimento público de qualidade através do SUS. Enquanto isso, os trabalhadores seguem sendo os primeiros atingidos com a crise do coronavírus e o aprofundamento da crise econômica, sendo lançados a própria sorte e a péssimas condições de vida.

Dentro desse cenário a esquerda carioca, o PSOL, correntes internas do PSOL e PSTU deveriam concentrar seus esforços na auto organização dos trabalhadores e na unidade revolucionária de um esquerda carioca a serviço da luta dos trabalhadores. Pra isso seria necessário levantar um programa político que faça a classe trabalhadora emergir e impor todas as suas demandas e direitos a todos esses políticos que gozam dos seus privilégios aos custos da miséria de nossas vidas.

Foi a política de apoio “crítico” nas eleições a Paes que abriu espaço para que essa votação fosse aprovada, sedimentando a passividade em relação ao governo e uma correlação desfavorável aos servidores. Que sirva de lição que essa figura terrível não é e nunca será nosso aliado, tal como Freixo quer fazer crer, mas nosso inimigo.

Dentro desse cenário a esquerda carioca, o PSOL, correntes internas do PSOL e PSTU deveriam concentrar seus esforços na auto organização dos trabalhadores e por um polo de independência de classe no Rio de Janeiro a serviço da luta dos trabalhadores. Pra isso seria necessário levantar um programa político que faça a classe trabalhadora emergir e impor todas as suas demandas e direitos a todos esses políticos que gozam dos seus privilégios aos custos da miséria de nossas vidas.




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