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Bolsonarismo | PM de Zema aponta arma para manifestantes do MST

ABSURDO: Ao lado de grupo de bolsonaristas, PM faz ameaça atirar em manifestantes do MST.

quarta-feira 11 de maio | Edição do dia

[Foto: Reprodução Redes Sociais]

Na manhã de 11 de maio, manifestantes do MST que aguardavam a chegada de Lula no aeroporto de Juíz de Fora/MG, foram ameaçados pela polícia militar do governador Romeu Zema que apontou uma arma em direção aos ativistas, como é possível ver no video.

Segundo nota publicada pelo MST de MG, havia cerca de 20 manifestantes apoiadores de Bolsonaro com carro de som que se preparavam para bloquear a saída de Lula do aeroporto e, assim, impedir que chegasse ao Sport Club JF onde falaria com a população e parlamentares. Carolina Rodrigues, dirigente regional do MST na Zona da Mata conta que o objetivo da polícia era retirar os militantes do MST da rotária e disponibilizar o local para o grupo bolsonarista.

A ação dos bolsonaristas que tentava impedir Lula de fazer campanha é mostra da grande polarização social que existe no país. Expressa também que Bolsonaro conseguiu organizar uma base de extrema direita para além das instituições do regime que vai se confrontar com os trabalhadores, a juventude e a esquerda muito além das eleições. Isso fica claro também no ataque realizado por um grupo armado e com símbolos nazistas contra um trabalhador negro imigrante em um bar que reune estudantes de esquerda da Unicamp, em Campinas/SP. E é possível que essa tensão se intensifique na medida em que se aproxima as eleições.

O Esquerda Diário repudia a ação da polícia contra os manifestantes do MST e dos bolsonaristas de tentar bloquear a saída do aeroporto. É preciso organizar uma grande força nas ruas contra a extrema direita.

Essa é a debilidade da estratégia do PT de apostar tudo nas eleições, em detrimento do desenvolvimento da organização da classe trabalhadora e da juventude nos lugares onde trabalham e estudam. Alimentam a ilusão de que os trabalhadores devem confiar nas instituições do regime para preservar a democracia, quando a realidade é que a própria justiça organizou a Lava Jato que operou o golpe institucional em 2016, junto ao Congresso, imprimindo um caráter mais autoritário ao regime político do país e abrindo as portar para os militares. É precioso lembrar que Alckmin apoiou o golpe, a aprovação das reformas antioperárias feitas por Temer e Bolsonaro.

O limite desse combate institucional à extrema direita em aliança com outra banda da direita neoliberal feita pela chapa Lula-Alckmin se mostra nesses casos acima, mas vai se tornar mais evidente quando os trabalhadores e estudantes em suas greves tiverem que se enfrentar não só com seus patrões e a polícia, mas também com grupos de extrema direita armados que se colocarão na linha de frente de desmontar piquetes e greves. Por isso é preciso apostar na auto organização dos trabalhadores e apontar uma alternativa política independente de qualquer fração da burguesia e isso deve se expressar também nas eleições.

O Esquerda Diário contribui para a construção de um Polo de independência de classe para unificar a esquerda e os trabalhadores socialistas, derrotar a extrema direita na luta de classes e batalhar por um programa que defenda os direitos dos trabalhadores. É com esse objetivo que atuamos no Polo Socialista e Revolucionário.

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