Economia

RECESSÃO

PIB de SP despenca 6,9% comparado com agosto do ano passado

sexta-feira 23 de outubro de 2015| Edição do dia

A economia do Estado de São Paulo, que representa 28% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, apresentou contração de 2,4% em agosto ante julho, aponta relatório do PIB mensal divulgado nesta quinta-feira, 22, pela Fundação Seade. Nesta comparação, a indústria teve queda de 1,9%, enquanto o setor de serviços caiu 2,6%. Já a agropecuária teve alta de 2,7%.

Em relação a agosto do ano passado, o PIB paulista registrou uma fortíssima queda de 6,9%. No resultado por setor, a indústria teve um tombo de 11,3%, serviços caiu 5,5% e a agropecuária, por outro lado, avançou 6,8%.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a atividade econômica do Estado apresentou declínio de 4,2% contra igual período de 2014, com queda de 7,7% da indústria e de 2,6% em serviços. Novamente a agropecuária foi a exceção, com crescimento de 5,4%. Nos 12 meses encerrados em agosto, o Estado acumula retração de 3,7%.

Em nota, a Fundação Seade afirmou que a economia paulista, por ser a maior entre os Estados brasileiros, é fortemente dependente das diretrizes nacionais de política econômica.

A forte queda na indústria paulista se mostra também na diminuição da produção das montadoras. Após anos de vendas e lucros recordes, remetendo bilhões de euros e dólares a suas matrizes, agora estas mesmas empresas usam esta crise para chantagear os trabalhadores com a "escolha" de demissão de colegas ou aceitar redução de salários via PPE. Apesar das mostras de disposição de luta em várias montadoras a burocracia sindical seja ela governista como a CUT ou ligada aos tucanos como a Força, tem conseguido isolar os conflitos e impor este plano que salva lucros dos empresários.

Outra consequência desta forte queda se mostra na desculpa de Alckmin para cortar o orçamento das universidades públicas, bem como fechar escolas. O desenvolvimento da crise coloca um grande desafio à esquerda, é preciso rodear de solidariedade as mobilizações da juventude, apoiar as greves, para mostrar um exemplo de combate ao ajuste e a crise.

Agência Estado/ Esquerda Diário




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