×
Rede Internacional

PIB | PIB brasileiro cresce 1,2% no primeiro trimestre, mas consumo das famílias recua

Os resultados do PIB do primeiro trimestre de 2021, divulgados nesta terça (01/06) pelo IBGE, mostram desaceleração da economia brasileira. O crescimento de 1,2% em relação ao quarto trimestre do ano passado, puxado pela agricultura, indústria extrativa e setores dos serviços, foi mais fraco que os 2 semestres anteriores.

terça-feira 1º de junho | Edição do dia

Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, o PIB cresceu 1%. Dessa maneira, ele voltou a níveis do quarto trimestre de 2019, antes da pandemia. No entanto, no acumulado dos últimos 4 trimestres (segundo trimestre de 2020 até o primeiro de 2021), o PIB ainda apresenta retração de 3,8% em relação ao período imediatamente anterior.

O resultado deste trimestre foi fortemente puxado pelo resultado da agricultura, que cresceu 5,7%, perante resultados fracos da indústria (0,7%) e dos serviços (0,4%). O que influenciou, principalmente, na indústria foi o crescimento da indústria extrativa, de 3,2%, e da construção civil, que cresceu 2,1%. A Indústria de transformação teve retração de 0,5%. Serviços financeiros (+1,7%), de transportes, armazenagem e correio (+3,6%) e o comércio (+1,2%) influíram positivamente sobre o resultado do setor de serviços.

Leia também: Sobre a Ford e questões da economia nacional

Pela ótica da despesa, o que puxou para cima o resultado foi a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), ou seja, investimentos produtivos de empresas. Este item teve crescimento de 4,6% no período, resultado bem abaixo do crescimento de 20% do trimestre anterior. Estimuladas pelo aumento do preço das commodities e da produção agropecuária, as exportações cresceram 3,7%, porém as importações aumentaram 11,6%.

No entanto, o consumo das famílias, afetado pelo desemprego e pelo fim do auxílio emergencial, se retraiu em 0,1% após dois trimestres de crescimento. E o consumo do governo também se retraiu, em 0,8%, por causa dos recentes cortes de orçamento, que inclusive ameaçam fechar universidades e institutos federais.

Leia também: Os cortes nas universidades federais e a reestruturação econômica do regime golpista

A taxa de investimento teve uma forte alta, representando 19,4% do total do PIB. no primeiro trimestre.

Na avaliação dos 4 últimos trimestres, ou seja, aqueles mais afetados pela pandemia se tem uma maior noção do impacto que esta vem tendo sobre os trabalhadores. O Consumo da Famílias caiu 5,7% nesse período.

Leia também: Europa, muito atrás de EUA e China na recuperação econômica pós-pandemia

O que o PIB, mostra, antes de tudo, é que a recuperação que se viu no segundo semestre do ano passado, em relação a queda enorme do primeiro semestre, está se enfraquecendo. Mais do que isso, são resultados positivos que se dão em meio a queda do consumo e do padrão de vida da maioria da população, como fica evidenciado pelo aumento do desemprego e do subemprego.

E vai aprofundando também a reprimarização da economia brasileira, com o peso cada vez maior que a agricultura vem adquirindo, puxando o crescimento econômico em mais um trimestre.

Leia também: Brasil bate recorde e chega a quase 15 milhões de pessoas desempregadas, segundo IBGE




Comentários

Deixar Comentário


Destacados del día

Últimas noticias