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METROVIÁRIOS SP | PCdoB/CTB vai em manifestação de Doria enquanto ele ataca os metroviários

Fernanda PeluciDiretora do Sindicato dos Metroviários de SP e militante do Mov. Nossa Classe

Felipe GuarnieriOperador de trem da L1 Azul do Metrô de SP

sexta-feira 17 de setembro | Edição do dia

Os metroviários de São Paulo travam uma dura batalha contra o governo João Dória do PSDB em São Paulo. Depois de uma forte greve em maio, que venceu a intransigência do governador e do seu secretário de transportes Baldy, os tucanos, como era de esperar, não deixaram barato. Fizeram ilicitamente um leilão para desapropriar e vender a sede do sindicato, e buscam por todos os meios anular o Acordo Coletivo de Trabalho no TST e retirar direitos dos trabalhadores.

O PCdoB/CTB é a corrente majoritária do Sindicato dos Metroviários. Durante toda essa batalha, vem fazendo de tudo para frear a luta dos Metroviários, assim como fazem nacionalmente. Nos Correios e em Betim, por exemplo, onde foram contra os trabalhadores da educação, apoiando o milionário prefeito Mediolli (ex-PSD). Esse setor defendeu até mesmo aceitar em meio a luta dos metroviários a retirada de direitos que Doria tentou impor. Não podia se esperar outra coisa de uma corrente que ao invés de confiar nos trabalhadores para lutar contra o Bolsonarismo prefere se aliar com a burguesia e seus representantes como João Dória em SP, como mostra suas próprias discussões partidárias congressuais:

"Ciro Gomes, do PDT, prossegue como liderança destacada do campo progressista no tabuleiro da sucessão presidencial. É positiva também a movimentação do denominado Centro na construção de convergência para candidatura presidencial desse espectro. Abarca lideranças da direita, centro-direita e centro que se opõem, ou têm contradições, a Bolsonaro, como os governadores tucanos João Doria, Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta." - Projeto de Resolução do 15° Congresso do PCdoB

Nesse sentido, o caminho natural do PCdoB/CTB foi apoiar, ajudar a construir e participar das manifestações do último dia 12, convocada nacionalmente pelo MBL, cujo objetivo principal era a construção de uma “terceira via” para as eleições de 2022. Ao lado do PCdoB estavam João Dória (fazendo mais uma cena de marketing patética agora com direito a dancinha e tudo), Amoedo, Mandetta, Mamãe Falei, Ciro Gomes, e não faltou nem bandeira de grupos supremacistas brancos, tremuladas num passado recente pelo próprio Flávio Bolsonaro. Além disso, entre outras figuras que dizem ser contra Bolsonaro, mas na realidade quando o assunto é atacar o direito dos trabalhadores, aprovar ajuste e descarregar a crise, votam em mais de 90% da agenda econômica de Bolsonaro e Guedes.

Para não dizer que o PCdoB foi o único a confraternizar com os protagonistas do golpe em 2016, que levou a eleição fraudulenta de Bolsonaro em 2018, Isa Penna (PSOL) também foi acompanhar e passar vergonha junto.

O deputado federal Orlando Silva, justificou a participação do partido dessa forma: "Acabo de participar do ato pelo Fora Bolsonaro na Avenida Paulista. Não importa se divergimos em muita coisa. O que importa é preservar nosso direito de divergir. Viva a democracia! Viva a Frente Ampla! FORA BOLSONARO! @cirogomes @antonionetopdt"

O legado do stalinismo do partidão (PCB) segue vivo no PCdoB e atualizado cada vez mais para não permitir o avanço dos trabalhadores. Se em 1964 foi inventada a ideia de uma "burguesia nacional democrática" pelo stalinismo Brasileiro para trair a luta dos trabalhadores e permitir o golpe militar através da tática de frente única anti-imperialista e da participação da frente nacionalista com PTB e nacionalistas do PSD e UDN, hoje o PCdoB atualiza essa tese e não tem nenhum pudor em participar ativamente da estratégia do imperialismo norte-americano e do partido Democrata de construir uma terceira via contra os trabalhadores em 2022.

O PCdoB e a CTB, como direção de sindicatos e organizações da nossa classe, subordinam os trabalhadores à política de Dória, que está a serviço de nos atacar e retirar nossos direitos. É preciso construir assembleias democráticas e construir a mobilização desde a base contra os ataques de Doria no Metrô para que os trabalhadores possam dar uma saída política independente.




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