Mundo Operário

CRÔNICA OPERÁRIA

O patrão, os acidentes e as mortes nas fábricas

terça-feira 14 de abril de 2015| Edição do dia

Todos os dias acontecem acidentes de trabalho nas fábricas que não são imprevistos ou inesperados. Eles acontecem porque as condições de trabalho em geral são ruins ou péssimas, acontecem porque o patrão visa o lucro e exige um ritmo de trabalho absurdo, acontecem porque as empresas não respeitam as normas de segurança e etc.

A cada 15 dias ocorre um acidente grave nas metalúrgicas de Osasco e de São Paulo. Amputação de mãos e braços são os mais frequentes. Tem muito peão que perdeu a mão e que continua trabalhando na mesma função sob as mesmas condições de trabalho.

O patrão quer produção e lucro. Ele não está preocupado se o peão vai perder um braço numa máquina velha e sem segurança, se vai cair de uma altura de 5 metros porque a empresa não oferece os equipamentos de segurança necessários, não se importa com o peão caído no chão sobre uma poça de sangue ou com o peão eletrocutado ou atropelado por empilhadeiras.

A morte ronda o trabalhador porque os patrões são exploradores assassinos e não são punidos pelo Estado e nem combatidos pelas burocracias sindicais. O Estado e o burocrata sindical sabem de todos estes crimes e se calam. Se calam e exigem silêncio. Não defendem os trabalhadores e tentam barrar as lutas operárias. Por isto temos que dizer cotidianamente: "basta de deixarmos nossas vidas nas fábricas"! Basta de peão ferido, doente ou morto pela ganância dos patrões.

Organizados na base, através das comissões de fábricas, das comissões internas de prevenção de acidentes (CIPA) devemos lutar por melhores condições de trabalho e de vida. Basta de precarização e terceirização do trabalho.

Basta de deixarmos nossas vidas nas fábricas!


Foto: Flickr




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