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CRISE POLÍTICA

O ministro do Turismo, filiado ao PMDB, pediu demissão nesta segunda feira

segunda-feira 28 de março de 2016| Edição do dia

O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, filiado ao PMDB, pediu demissão ao Palácio do Planalto nesta segunda feira. Ele estava no cargo desde 16 de abril do ano passado.

Henrique Eduardo Alves que é ligado ao vice-presidente Michel Temer pediu demissão na véspera do encontro que deve decidir o desembarque do PMDB ao governo. Desde o início do ano, ele é o primeiro ministro do PMDB a entregar o cargo.

Na carta, Alves diz que pensou ’’muito’’ antes de pedir demissão mas que, ’’independente de nossas intenções o momento nacional coloca agora o PMDB, o meu partido há 46 anos, diante do desafio maior de escolher o seu caminho, sob a presidência do meu companheiro de tantas lutas, Michel Temer’’.

No texto, o peemedebista disse ainda que o diálogo no governo ’’se exauriu’’. Até agora Dilma não se pronunciou diante do pedido de demissão.

Alves é investigado no Supremo Tribunal Federal por ter se beneficiado do esquema de corrupção que atuava na Petrobras e que é alvo da Operação Lava Jato.

Leia a carta de pedido de demissão na íntegra:

Leia abaixo a íntegra da carta de demissão de Henrique Eduardo Alves:

Excelentíssima Senhora Presidenta Dilma,

Venho por meio desta carta entregar o honroso cardo de Ministro do Turismo do seu Governo e agradecer por toda a confiança e respeitosa relação mantida durante esses onze meses em que trabalhamos juntos.

Pensei muito antes de fazê-lo, considerando as motivações e desafios que me impulsionaram a assumir o Ministério (e que acredito ter honrado): fazer do Turismo uma importante agenda econômica, política e social do Governo e do País.

Mas, independentemente de nossas intenções, o momento nacional coloca agora o PMDB, o meu partido há 46 anos, diante do desafio maior de escolher o seu caminho, sob a presidência do meu companheiro de tantas lutas, Michel Temer.

Todos - o Governo que assumi e o PMDB que sou - sabem que sempre prezei o diálogo permanente. Diálogo este que - lamento admitir - se exauriu.

Assim, Presidenta Dilma, é a decisão que tomo. Não nego que difícil, mas consciente, coerente, respeitando o meu Rio Grande do Norte, e sempre - como todos nós - na luta por um Brasil melhor.

Estou certo de que, sendo a Senhora alguém que preza acima de tudo a coerência ideológica e a lealdade ao seu próprio partido, entenderá a minha decisão.

Respeitosamente,

Henrique Eduardo Alves




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