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Educação | O filtro social ENEM teve baixa histórica nos números de inscritos para o vestibular 2021

Os números de inscritos para o ENEM 2021 teve baixas históricas, milhões de jovens no país são obrigados a trabalhar para não morrer de fome, o sonho de entrar na universidade devido ao aprofundamento da crise econômica e sanitária se torna cada dia mais distante.

terça-feira 3 de agosto | Edição do dia

Foto: Shutterstock

A pandemia deixou escancarado as desigualdades estruturais do país, isso ficou bastante evidente na Educação em todos os níveis de ensino. Milhões de estudantes pelo país foram excluídos e negados do ensino público de qualidade, muitos estudantes se viram diante de inúmeros problemas em suas vidas e se somou à incapacidade de acompanhar as aulas por conta da ausência de assistência do governo e do Estado para garantir a permanência estudantil.

No segundo ano de pandemia no país o número de inscritos do ENEM 2021 foram 3,1 milhões, esse número de inscritos é o mais baixo nos últimos 16 anos. Só para exemplificar no de 2014, o número de inscritos foram 8,7 milhões, ou seja, mais do que dobro do ano de 2021. Os números de inscritos são reflexo dos problemas gritantes presente no Brasil.

Segundo relatório do Unicef (braço da ONU para a infância) em uma pesquisa feita em novembro de 2020 aponta que 1,5 milhões de jovens de 15 à 17 anos estavam sem qualquer tipo de acesso à educação no Brasil.
No mês de maio de 2021, uma pesquisa do Datafolha apontou que 46% dos pais de 1,5 mil alunos do ensino fundamental e médio não veem motivação nos seus filhos com os estudos. Além disso, no último trimestre de 2020 25,5% dos jovens no país não estudavam e não trabalhavam.

Esse é o triste cenário para a juventude brasileira, uma juventude marcada pela precarização do ensino com o EAD e o impacto da pandemia com a crise econômica. A existência do vestibular prova sua própria falência em ser mais uma ferramenta social que reforça a desigualdade no país, impedindo anualmente que milhões de jovens sonhadores e completamente capacitados de terem acesso ao ensino superior público.

O governo de extrema direita de Bolsonaro e seu ministro da educação Milton Ribeiro são responsáveis pelo aprofundamento da precarização da educação, ambos defendem a reabertura das escolas sem uma plano universal de vacinação, ou seja, não se importam com a vida dos trabalhadores, pais e alunos. É vantajoso para esse governo de extrema direita que a educação siga sendo precária pois isso representaria um exército de jovens trabalhadores com seus futuros destinados a exploração e ao rebaixamento de salários e seus direitos.

A luta pela educação pública, de qualidade e à serviço da classe trabalhadora é parte da luta contra esse governo de extrema direita de Bolsonaro e Mourão e pelo fim do vestibular que na prática existe para ser um filtro social, racista e eletista que impede anualmente a ingressão de milhões de jovens no ensino superior.

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