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ESQUERDA DIÁRIO | O Esquerda Diário se consolida como uma imprensa militante no Rio Grande do Sul

Atuando desde 2016 no Rio Grande do Sul, o Esquerda Diário se consolida como uma imprensa militante no estado com o intuito de organizar jovens e trabalhadores numa política anticapitalista. Nos últimos seis meses, alcançamos mais de 200 mil pessoas no RS e mais de 5% da população de Porto Alegre. Números tímidos comparados à mídia burguesa, mas enormes para avançar em uma ferramenta de combate político e ideológico contra o regime do golpe e os capitalistas.

terça-feira 25 de maio | Edição do dia

Foto do ato por Justiça à Jacarezinho, no 13 de maio de 2021

Vivo, tomo partido. Por isso odeio quem não o faz, odeio os indiferentes”, revolucionário italiano, Antonio Gramsci

A imparcialidade é uma quimera. Parece bonita quando a olhamos de frente, com sua majestosa juba de leão, mas o corpo de cabra e o rabo de serpente não desmentem a perversidade. A imparcialidade confunde, mente, distorce, é a grande aliada do poder econômico. Jornais de todo o mundo se escondem sob o manto invisível da imparcialidade, construindo uma realidade de acordo com seus interesses e visões de mundo. Nós não, nós odiamos a imparcialidade. Nós, vivos, como Gramsci, escolhemos um lado e tomamos partido.

Em tempos de Bolsonaro, não tomar partido é um crime e o Esquerda Diário surgiu para tomá-lo ao lado dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, negros e LGBTs contra essa extrema-direita negacionista, contra a exploração capitalista, a opressão, a violência policial, a devastação ambiental e em defesa de um outro mundo. Atuamos como imprensa alternativa à grande mídia, como a Globo, Folha, Estadão, Record, RBS e outras, no sentido de disputar uma visão de mundo radicalmente distinta. Surgimos não apenas enquanto veículo de notícia para agitar denúncias ou propagandear nossas ideias comunistas, mas como um ponto de apoio para organizar trabalhadores e jovens politicamente. Um jornal, como disse Lenin, que sirva de organizador coletivo. Esse é o nosso norte.

Aqui no Rio Grande do Sul começamos a operar há cinco anos e desde então já chegamos a milhões de pessoas, com destaque para Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Santa Maria e Pelotas. Nos últimos seis meses, o Esquerda Diário alcançou mais de 200 mil pessoas no estado e mais de 5% da população de Porto Alegre. São números tímidos se comparados com o poder da grande imprensa, bilionária, mas enormes diante da força das nossas ideias e do potencial de organizar a vanguarda da classe trabalhadora de modo independente, sem dinheiro de empresários ou partidos burgueses. Em uma situação tão reacionária como essa, é um valor que queremos ampliar. Nesse momento estamos avançando em iniciativas multimídias para chegar em ainda mais pessoas, como o lançamento do ED Comenta, bem como das já em curso iniciativas como o EsquerdaDiário 5 minutos, Podcast Feminismo e Marxismo, o Campus Virtual, o Podcast Peão 4.0 e o Podcast Internacional.

Em cada elaboração, buscamos romper a superficialidade dos fatos, destrinchar as raízes dos problemas, derrubar a ideologia burguesa e elevar a consciência dos trabalhadores num sentido de a classe se enxergar enquanto tal. O PT, em mais de 40 anos, nunca conformou um jornal próprio. O PSOL, nem uma sombra de imprensa. Nós, que somos ligados ao Movimento Revolucionário de Trabalhadores, nos orgulhamos de erguer um projeto de imprensa militante que aposte no caminho da luta de classes para combater a crise, para organizar a classe trabalhadora de forma independente da política de conciliação de classes do PT, em um partido revolucionário, e não confiar nas instituições desse regime político que desde o golpe de 2016 vem se consolidando cada vez mais à direita.

- Veja mais: Manifesto da FT: O desastre capitalista e a luta por uma Internacional da Revolução Socialista

Um jornal de combate à extrema-direita misógina, racista e neoliberal

Terra de caudilhos, o Rio Grande do Sul projetou figuras políticas decisivas na história do país. De Vargas até Prestes, passando por Brizola, Olímpio Mourão, Castelo Branco, Jango e o atual Mourão, o estado fronteiriço tem tradição na política e até hoje sua cultura é marcada por forte polarização. A direita gaúcha, de raízes estancieiras, conhecida nacionalmente por extravagâncias que chegam até o nazismo aberto e descarado, até hoje late alto. O Esquerda Diário desde o início travou duro combate contra essa extrema-direita reacionária, misógina, racista e neoliberal. Mais recentemente nacionalizamos a ação abjeta de um homem vestido de Ku Klux Klan em ato a favor do Bolsonaro no Parcão, em Porto Alegre, com um boneco imitando um homem negro enforcado em uma árvore.

Aberrações desse tipo são chocantes, mas tratadas com relativa naturalidade pela mídia local, a RBS. Racistas como Valter Nagelstein, cujo combate fizemos duramente no diário, são cortejados pela burguesia local como um deles. Em 2020, durante eleições municipais, nosso texto de denúncia desse representante do que há de mais obceno no cenário político chegou a milhares de pessoas. Depois, após miseravelmente fracassar nas eleições, o mesmo Nagelstein vomitou racismo em áudio de whatsapp contra os vereadores negros eleitos, o que também denunciamos com força.

Historicamente, na verdade, a misoginia e o racismo se desenvolveram bastante identificados com a elite gaúcha ligada ao latifúndio, aos estancieiros. Pelo Esquerda Diário também buscamos enxergar em alguns processos históricos decisivos as raízes da dominação racial no estado, como foi o caso de contar a história do 20 de setembro desde a ótica dos negros escravizados, bem além da história dos vencedores contada e recontada pela historiografia oficial e os meios de comunicação hegemônicos. Neste texto, resgatado ano a ano por milhares de pessoas, mostramos como a traição de Porongos, em que os farroupilhas se uniram ao poder central para massacrar os Lanceiros Negros, é ponto de inflexão na história regional. O massacre dos negros ao longo do século XIX se reatualiza diariamente, em chave moderna, no apartheid geográfico e racial presente na capital porto-alegrense, bem como na violência cotidiana que os negros sofrem. Quando Nego Beto morreu, o Esquerda Diário esteve na linha de frente do combate à violência racista, nas ruas e nas redes, exigindo punição aos assassinos e ao próprio Carrefour como mostram as várias elaborações que fizemos aqui.

Além do racismo, a misoginia também está no DNA da elite gaúcha, não à toa ainda hoje quase encabeçamos os índices de feminicídio no país. Mas além de denunciar a violência contra as mulheres e o machismo no cotidiano e na política (como foi o caso da nota contra a misoginia animalesca de Rodrigo Maroni que viralizou para milhares nas eleições em 2020), o Esquerda Diário se coloca na tarefa de construir um feminismo socialista e revolucionário, com a agrupação do Pão e Rosas a frente, e no Rio Grande do Sul gritando em alto e bom som que “não somos prendas” e dando vazão à luta das mulheres contra o conservadorismo e a opressão. Nosso podcast Feminismo e Marxismo também chegam em milhares hoje no RS e no país..

Uma voz independente para e dos trabalhadores do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre

Escrevemos sobre a política nacional, sobre os governos neoliberais de Sartori, Leite, Marchezan, Melo, sobre a história do Rio Grande do Sul, sobre as lutas de educadores, rodoviários, estudantes, operários, mulheres, negros, garis e tantos outros. Já escrevemos sobre a luta de petroleiros, rodoviários, estudantes, professores, garis, operários, mulheres, servidores, negros, LGBTs, comunidades… denunciamos as barbaridades da direita gaúcha todo dia, bem como dos graves erros que PT, PCdoB e PSOL fazem. Algumas notas viralizam, outras nem tanto. Queremos trazer alguns exemplos para mostrar o potencial do Esquerda Diário e apontar um caminho para ampliar nossas forças.

Uma denúncia de uma professora de Porto Alegre chegou a 177 mil acessos em pouco tempo. Anônima, para não sofrer perseguições, a denúncia foi dura e com altas doses de realidade: “Não tem como dar aula em EAD para quem mal tem o que comer!”. Em poucas palavras, essa professora foi capaz de mostrar o abismo existente entre os desejos de um ignorante Eduardo Leite e a realidade precária das escolas e da vida da nossa juventude. Com denúncias como essas, o Esquerda Diário veio se consolidando como uma voz importante entre essa brava categoria de professores do estado que há anos sofrem com arrocho salarial, parcelamentos, um desrespeito desumano e também traições por parte das direções sindicais. Denunciamos as privatizações e ataques de Sartori, Leite e Melo, bem como não deixamos de denunciar quando a direção do CPERS negociou direitos dos professores durante a greve de 2019. Queremos construir um diário que dê vazão para a base dos trabalhadores, denunciando também as negociatas e manobras das burocracias sindicais, como as da CUT, CTB, Força Sindical e UGT, que atravancam a luta de classes e rifam os direitos dos trabalhadores para os governos e patrões.

Mas o Diário não serve apenas para veicular denúncias. Nossos anseios são maiores. Queremos organizar professores para, junto de outros setores da classe trabalhadora, lutar para que sejam os capitalistas a pagarem pela crise e não os servidores e população em geral. Por isso vemos o jornal como uma ferramenta para elaborar agitacão e propaganda nesse sentido, como foi com a proposta de unidade da oposição que escrevemos para as eleições do CPERS, ou com as tantas denúncias dos absurdos que o governo Leite vem fazendo. Em 30 de março, por exemplo, fizemos uma outra nota que chegou a 100 mil pessoas, denunciando os ataques ao direito de greve em meio à pandemia: Leite mantém desconto de salários e deixa educadores na miséria em meio à pandemia..

Ao mesmo tempo, o Diário vem se constituindo como uma voz importante dentro da categoria de rodoviários de Porto Alegre. A partir de relatos reais de trabalhadores, inexistentes na grande mídia, damos visibilidade ao massacre que os rodoviários estão sofrendo em meio à pandemia e à política privatista e em benefício dos grandes empresários de Sebastião Melo. Ano passado o Esquerda Diário ergueu, junto a lutadores da categoria, a importante campanha pela readmissão do companheiro Digão, delegado sindical da Tinga e lutador que foi demitido injustamente.

Na época, a patronal estava avançando brutalmente contra os trabalhadores e impondo plebiscitos fraudulentos nas garagens para reduzir os salários sem reduzir jornadas. Digão foi demitido, entre outras coisas, por denunciar esse absurdo. Dezenas de apoios, incluindo de parlamentares do PSOL e do PT, chegaram para Digão e um acampamento foi erguido em frente ao sindicato para organizar a campanha que estivemos na linha de frente.

Estamos nesse momento erguendo uma campanha contra a privatização da Carris e em defesa de um transporte 100% estatal e sob controle dos trabalhadores, para que rodoviários, usuários e juventude tome em suas mãos essa campanha e inclusive pressione parlamentares do PSOL e do PT e sindicatos de esquerda para agregar forças nessa luta.

Contra Bolsonaro, Mourão, os militares e sem nenhuma confiança no Congresso, STF e Eduardo Leite

Na polarização entre Bolsonaro e governadores, o Esquerda Diário não vacilou em buscar uma via independente. Bolsonaro está levando o país à marca dos 400 mil em muito pouco tempo, com negacionismo exorbitante, boicotando a compra de vacinas, trabalhando em benefício do vírus e criminosamente dificultando o acesso a questões básicas no combate à pandemia, como oxigênio e insumos para intubação. Bolsonaro e militares deveriam estar sentados no banco dos réus desse crime que se estende há mais de um ano. E viemos sendo ponta de lança na denúncia desses e outros crimes bárbaros do negacionista mor.

Ao mesmo tempo, é ingenuidade, má fé ou importante erro político deixar de reconhecer a enorme responsabilidade que os governos estaduais possuem na condução da pandemia, bem como do Congresso Nacional e do STF. No RS, Leite faz a dança das bandeiras de acordo com os interesses dos grandes empresários que colocam o lucro acima da vida. Elaboramos um importante programa emergencial contra a pandemia, destacando a força da classe trabalhadora como motriz para combater a covid, como se pode ver neste texto. Enquanto a RBS, as centrais sindicais e muitas organizações de esquerda, como o PSOL e o PCB, tratam Leite como um homem sensato, nós buscamos mostrar ao longo dessa pandemia como a política de Leite levou ao Rio Grande do Sul, pela primeira vez na história, ver suas mortes superarem os nascimentos.

Mas esses problemas são nacionais e o Esquerda Diário, que vem batalhando para virar uma voz cada vez mais nacional e presente em diferentes estados, busca uma saída para os problemas de todo o país. Não à toa, em nossos editoriais, apontamos uma saída dos trabalhadores para a pandemia e contra não só Bolsonaro, Mourão e os militares, mas também o que chamamos de um “bonapartismo institucional”, peça-chave desse regime golpista. Não acreditamos que o impeachment, que colocaria Mourão no lugar (ou mesmo Arthur Lira, caso a chapa fosse impugnada), resolveria os graves problemas no país. A Frente Ampla, desejada por Lula, PT, PCdoB e até o próprio PSOL, serve para submeter a luta contra Bolsonaro aos partidos de direita e as instituições do regime para, no final das contas, descarregar a crise capitalista nas costas dos trabalhadores. É preciso uma política que se enfrente com todo o establishment político, por isso erguemos a bandeira da Assembleia Constituinte Livre e Soberana, onde a maioria da população decida os rumos do país, colocando abaixo as instituições golpistas que estão tirando o couro dos trabalhadores e da população pobre.

Em defesa da UFRGS, pela auto-organização dos estudantes em aliança com os trabalhadores e por uma universidade a serviço da maioria da população

Tomar partido se torna algo particularmente importante em tempos de Bolsonaro. Quando tratamos da educação pública, não se posicionar é fazer coro com o desmonte neoliberal em curso. A maior universidade do Rio Grande do Sul, hoje, tem sua existência ameaçada com os cortes bilionários do governo federal. A UFRGS já vinha sofrendo cortes há anos, mas em 2020 sofreu um golpe histórico cujas consequências finais ainda não sabemos: a intervenção bolsonarista. Além de noticiar os fatos e denunciar os ataques, o Esquerda Diário busca se debruçar também sobre a história viva. Após o deputado federal ultrarreacionário, Bibo Nunes, ter feito lobby em defesa do perdedor no pleito para reitoria de 2020, Bolsonaro nomeou um interventor para a UFRGS, repetindo o feito ocorrido apenas em 1988. Como narramos aqui, o tapetão do fim da ditadura se repetiu como farsa em plena “democracia”, com o negacionista a frente. Desde então viemos defendendo a necessidade dos estudantes se auto-organizarem, a exemplo das iniciativas dos centros acadêmicos das artes, junto aos trabalhadores, para defender uma universidade a serviço da maioria da população, com pesquisa e conhecimento voltados às necessidades dos trabalhadores, dos negros, das mulheres, dos mais pobres.

Além de resgatar a memória de nossas lutas, buscamos ser um ponto de apoio para organizar as lutas hoje. Os cortes bilionários de Bolsonaro vão afetar principalmente os cotistas, a pesquisa científica de menor apelo mercadológico, a permanência dos estudantes carentes, os terceirizados (que nunca tiveram direito à quarentena). Ou seja, os mais precarizados dentro das universidades. Com a iniciativa das agrupações impulsionadas pelo MRT, o Esquerda Diário serve como ferramenta para organizar a luta dentro da UFRGS, como se pode ver em nossa coleção de textos sobre a universidade aqui.

Pela construção de um partido revolucionário de trabalhadores no Rio Grande do Sul e no país

Por último, gostaríamos de finalizar esse texto apresentando nossa perspectiva de construção de um partido revolucionário no Rio Grande do Sul e no país. Como a trajetória descrita mostra, nosso diário está a serviço da luta independente da classe trabalhadora. Uma imprensa militante é uma das ferramentas que construímos para desenvolver essas lutas, sempre em combate com a ideologia burguesa. Mas não queremos apenas chegar em milhares de pessoas, como já chegamos, queremos organizar centenas de trabalhadores, jovens, mulheres, negros e LGBTs na ferramenta necessária para destruir o capitalismo: um partido revolucionário. Existe hoje no país um enorme entrave para que a classe trabalhadora possa se organizar de forma independente das classes dominantes e do regime golpista. Esse entrave se chama PT. Há décadas o Partido dos Trabalhadores, com suas posições nos sindicatos e entidades estudantis, dirige as instituições de classe no país com uma política de conciliação de classes. Hoje Lula faz acenos sem pudor aos militares, banqueiros e grandes empresários. Não à toa promete a privatização da Caixa e não fala em nada sobre reverter as reformas neoliberais de Temer e Bolsonaro, caso eleito.

O Esquerda Diário está a serviço de um partido de trabalhadores que supere a experiência petista pela esquerda, sem repetir seus passos de conciliação, como o próprio PSOL vem fazendo. Travamos batalhas duras para buscar projetar a classe trabalhadora como sujeito independente no cenário nacional, e também regional. O PSOL, inclusive, aqui no Rio Grande do Sul, durante anos leva a frente uma política que oscila entre uma adaptação ao PT (nos sindicatos fazendo frente acrítica com as organizações petistas, como no CPERS, no Simpa e outros), e uma adaptação brutal aos atores do regime golpista (como foi o apoio do MES à lava-jato, a Baleia Rossi na câmara dos deputados, os conselhos de Melchionna e Luciana Genro a Eduardo leite).

Nós denunciamos a política do PSOL em vários momentos, como foi nas eleições em 2016 que o PSOL se aliou com o fisiológico e burguês PPL, uma prática alheia a qualquer organização que se pretende socialista e marxista. Mais recentemente mostramos o absurdo que foi a aprovação da educação como serviço “essencial” em meio a pandemia, uma política anti-operária que serve tão somente à patronal do ensino privado. Esses são apenas alguns exemplos dos tortuosos caminhos do PSOL gaúcho, e em grande medida nacional, em construir um partido que não serve para projetar a classe trabalhadora como sujeito político independente, e sim cada vez mais repetir os passos de conciliação petista. Nosso diário é aberto a debates de estratégia, de qual a melhor política para a classe trabalhadora e como fazer avançar a luta de classes num sentido revolucionário. Daí a importância das lutas políticas e teóricas entre organizações. A nossa batalha, enquanto Esquerda Diário e MRT, está a serviço da construção desse projeto independente para, na luta de classes, derrotar o capitalismo, fazer uma revolução nesse país e abrir caminho para o comunismo.




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