Economia

CORONAVÍRUS

Nos Estados Unidos, pedidos de seguro-desemprego batem recorde devido às demissões

Ao passo que medidas para conter a pandemia paralisam o país, as demissões aumentam exponencialmente e dispara o número de pedidos do seguro-desemprego.

quinta-feira 26 de março| Edição do dia

Foto: Tom Brenner/Reuters.

Na semana passada o número chegou ao recorde de 3,28 milhões. Na semana anterior esse número era de 282 mil.

O Departamento do Trabalho dos EUA declarou, nesta quinta-feira, que esse novo recorde bate o anterior, de 695 mil em 1982. Os economistas consultados pela Reuters previam que os pedidos aumentariam para 1 milhão, mas agora preveem que chegue até 4 milhões.

Para o Departamento do Trabalho, o aumento no número de pedidos estaria ligado ao impacto do coronavírus. A expansão do coronavírus impactou em uma economia que já apresentava um débil crescimento com tendências recessivas.

As medidas anunciadas pelo governo norte-americano são insuficientes frente às enormes falhas do sistema de saúde do país. Milhares de pessoas informam que o custo do teste pode ser de mais de 1000 dólares.

A maior parte do dinheiro usado pelo governo dos EUA destina-se ao resgate das empresas, em detrimento dos trabalhadores e da população pobre. Bilhões de dólares vão ser dados a grandes empresas que não poderão funcionar durante o período de isolamento. Enquanto isso, milhões de trabalhadores perdem seus empregos.

Tanto lá como aqui, os capitalistas e seus governos, como Trump e seu lambe-botas Bolsonaro, conspiram para descarregar a crise do coronavírus sobre os trabalhadores e o povo pobre, seja com mortes por COVID-19 sem tratamento adequado ou com fome e miséria.

Dependerá da organização da nossa classe impor uma saída anticapitalista, frente à crise do coronavírus e a inevitável crise econômica que o acompanha.




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