Gênero e sexualidade

No ano da pandemia, estupros crescem 63% em Campinas: o Estado é responsável

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, SSP, as denúncias de estupros tiveram um salto de mais de 60% quando comparados ao ano passado, o que mostra os efeitos da pandemia sobre o aprofundamento da violência machista contra as mulheres, avalizada por governos como de Bolsonaro, Doria, e de Dario em Campinas.

sábado 27 de março| Edição do dia

George Campos / USP Imagens

De acordo com a SSP, Secretaria de Segurança Pública, de Campinas, houve um aumento alarmante de 63,6% de denúncias de estupros na cidade, quando comparados ao mês de fevereiro do ano passado. Se as denúncias chegaram a 11 no ano passado, agora saltaram para 18 em apenas um mês.

O salto nos índices de estupros na cidade acompanham o aumento nacional dos índices de violência contra a mulher. O 14ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que houve alta de 1,9% nos feminicídios e de 3,8% nos chamados para atendimento de violência doméstica feitos ao 190 no primeiro semestre de 2020.

E há especialistas que apontam para a grande possibilidade de subnotificação, já que o isolamento social imposto pela pandemia favorece que casos de violência sejam enclausurados ao lar e não venham a tona.

A cidade de campinas é palco de casos escandalosos de feminícidio e violência machista, como o caso do feminicidio que gerou uma verdadeira chacina, e uma mulher e mais 11 pessoas de sua família foram assassinados, em 2017.

Casos fruto da violência machista que é constantemente avalizada pelos governos, como de Bolsonaro e pelo judiciário machista, basta lembramos do caso de Mari Ferrer, e numa cidade como Campinas que tem uma câmara de vereadores ultra reacionária, que quis impedir até mesmo o debate de gênero e sexualidade nas escolas e votou moção de repúdio a Simone de Beauvoir no ENEM.

Além disso, não há política pública alguma para as mulheres que sofrem violência na cidade. Esses dados mostram que é urgente levantar um plano de emergência contra a violência às mulheres, que tenha no seu conteúdo a defesa de casas abrigos e plano de moradia, ajuda psicológica, auxílio de um salário mínimo mensal do Dieese, além da defesa de igualdade salarial, legalização do aborto entre outras questões fundamentais para defender a vida das mulheres, ainda mais diante da pandemia e que os governos como de Dario deveria garantir.

Veja programa completo nacional e emergencial de combate à violência contra as mulheres.

Um plano emergencial que devemos lutar para que seja garantido pelo Estado, junto a nossa luta para que as mulheres sejam a linha de frente contra todas as reformas e ataques de Bolsonaro e do regime golpista, levantando um programa de resposta à crise sanitária e para que possamos enfrentar o capitalismo e lutar por uma sociedade sem classes, única forma de garantir que se avance para lutar contra o machismo e toda desigualdade de gênero.




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