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No Brasil de Bolsonaro, desigualdade de renda bate recorde histórico

Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE), o índice medidor da desigualdade no país que vem subindo desde 2015, atingiu seu maior índice desde 2012.

terça-feira 21 de maio| Edição do dia

Tal pesquisa afirma que antes da crise, os mais ricos tiveram aumento de 5% de sua renda e os mais pobres 10%. Após a crise os mais ricos tiveram aumento de 3,3% da renda acumulada, e os mais pobres tiveram queda de 20%, ou seja, superou o aumento inicial. É mais uma prova que no Brasil de Bolsonaro estão preservados os lucros dos ricos enquanto os pobres seguem sofrendo e pagando por uma crise de que não são responsáveis.

A pesquisa também demonstra que as pessoas que ganham menos sofreram mais os efeitos da crise que os que possuem maior renda, e que as pessoas mais pobres hoje estão demorando mais para se recuperar em comparação com os mais ricos. Em 7 anos a renda acumulada dos mais ricos aumentou em 8,5%, enquanto que a dos mais pobres caiu em 14%.

Alguns economistas já apontam sinais característicos de que a economia no Brasil estaria entrando em depressão, e em meio a isso segue aumentando os números alarmantes de 13,7 milhões de desempregados, sendo 12,7% dos brasileiros, e a perda de 1 milhão de empregos em 5 meses de governo Bolsonaro. Mantém Bolsonaro o aumento constante da miséria dos pobres no país para seguir garantindo o lucro dos ricos às custas do suor dos trabalhadores.

Com isso Bolsonaro e sua equipe econômica ainda querem implementar a Reforma da Previdência para fazer com que os trabalhadores trabalhem até morrer, para manter intactos os lucros dos empresários (que devem R$450 bilhões à Previdência Social) e o pagamento da fraudulenta dívida pública. A garantia da lei de responsabilidade fiscal – a qual o PT respeitou religiosamente em seus anos de governo, pagando cerca de 13 trilhões de reais para os banqueiros com a dívida pública – serve como um enorme mecanismo de submissão da nossa economia aos interesses do imperialismo.

Lutar contra a Reforma da Previdência e pelo não pagamento da dívida pública é fundamental para fazer com que não sejam os trabalhadores que paguem pela crise, e sim os capitalistas, para que se apresente uma alternativa para a crise econômica brasileira que responda realmente aos interesses da classe trabalhadora e das massas desempregadas da juventude.

Se torna urgente unificar as atuais lutas hoje para derrotar o governo e seus planos de ajustes para que os capitalistas paguem pela crise. É necessário que tanto as direções estudantis quanto as sindicais unifiquem as pautas que hoje mantém separadas, contra os cortes na educação e contra a reforma da previdência. Exigimos de CUT e CTB que unifiquem as lutas, e não deixem trabalhadores e estudantes esperando até o longínquo 14/06 por uma greve geral. As centrais sindicais precisam antecipar o chamado à greve geral, se unificando com o chamado da UNE para o dia 30/05, junto à juventude em luta. Precisamos de uma paralisação nacional unificada no dia 30 de maio, contra os cortes na educação e a reforma da previdência!

foto: Sergio Moraes/Reuters




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