Política

LUTA DOS TRABALHADORES

Nenhuma luta deve ficar isolada: as centrais sindicais precisam unificar todas as lutas

Em meio a uma crise sanitária onde morre milhares por dia, e milhões seguem sofrendo com desemprego, retirada de direitos e pela fome, processo de lutas seguem surgindo pelo o país. É preciso unificar todas as lutas enfrentar os ataques de Bolsonaro, Mourão, os golpistas e os capitalistas.

sábado 10 de abril| Edição do dia

Em meio a uma crise sanitária com mais de 345 mil mortos no país, os empresários não se cansam de descarregar os efeitos dessa brutal crise que vivemos em cima das costas dos trabalhadores. Tudo para se manterem lucrando enquanto milhares seguem morrendo. A crise que está sendo descarregada pelos capitalistas se demonstra com as ameaças e fechamentos de fábricas, como está sendo na cidade de taubaté com o fechamento da montadora de celulares da empresa sul-coreana LG, o fechamento da fábrica de calçados no Rio Grande do Sul Bottero que demitirá mais de 150 trabalhadores e entre outros lugares que estão sofrendo com demissões e ataques aos direitos dos trabalhadores.

Frente aos ataques, ocorrem processos de luta pelo país: Os trabalhadores da LG de Taubaté iniciaram uma greve assim que souberam da possibilidade de fechamento da fábrica. No início do ano a Ford havia anunciado o fechamento de todas as suas plantas no país. Os trabalhadores da fábrica, também na cidade de Taubaté, iniciaram uma mobilização de resistência que segue até hoje em menor medida. Agora também vemos a mobilização da categoria dos rodoviários em inúmeras cidades do Brasil, em São Paulo se mobilizando para no dia 20 de abril realizar paralisações, greves e ações contra as demissões, retiradas de direitos e as mortes por covid-19 que vem atingindo em cheio uma categoria que seguiu a pandemia inteira completamente exposta pelo transporte público lotado.

Veja aqui: Paralisações e ações de rodoviários se espalham pelo país contra atrasos salariais e mortes por covid

Na quarta-feira (07) os trabalhadores do Metrô de SP se reuniram em assembleia virtual para votar um indicativo de greve também para a data do dia 20 de abril em defesa das vacinas para os trabalhadores do Metrô e dos transportes. Esses exemplos mostram focos de resistência dos trabalhadores para enfrentar os patrões e os ataques do governo Bolsonaro. São lutas importantes que devemos apoiar e nos solidarizar, mas é importante que elas não fiquem isoladas. é preciso que essas lutas se unifiquem e massifique pelo o país inteiro, já que o inimigo é o mesmo e os ataques também.

Nas lutas que foram citadas, os sindicatos dessas categorias são em sua maioria filiados a CUT e CTB, que são dirigidas pelo PT e PCdoB que seguem sem tomar ações ou fazer um plano efetivo que enfrente esses ataques. Chamaram no dia 24 de março um dia de lutas pelo o “lockdown”, que não foi construído desde a base e muitos trabalhadores de várias categorias não estavam sabendo dessa data e das ações. Enquanto isso, ataques como a PEC Emergencial e corte nos orçamentos foram aprovados sem nenhuma resistência.

As grandes centrais seguem a mesma estratégia eleitoral de Lula em não organizar a luta e esperar até as eleições de 2022. O problemas que os ataques seguiram até lá, e as milhares de mortes diárias também. Não podemos contar que a saída seja através da velha política de conciliação de classe de Lula que já faz fortes acenos as alas golpistas do regime, perdoando pelo o Golpe Institucional, afirmando que irá fazer aliança com o centrão e dando sinais que irá seguir o plano neoliberal de privatizações como o da Caixa Econômica.

Veja também: Marcello Pablito: é necessário a unificação de todas as lutas em curso!

É preciso exigir que as centrais rompam com essa inércia e comecem a mobilizar os trabalhadores para lutar, mesmo com todas as dificuldades impostas pela pandemia, com assembleias e reuniões de base presenciais ou virtuais. Nesse caminho a esquerda com seus partidos e parlamentares poderiam cumpri um papel importante colocando de pé um pólo anti-burocrático que apontasse para os trabalhadores esse caminho da mobilização e mostrasse que é necessário ter uma política alternativa a conciliação das centrais sindicais, e impor que estas se movimentam colocando de pé uma verdadeira frente única operária, unificando todas as lutas em curso e mobilizando as demais categorias para enfrentar as demissões, as reformas e todos os ataques que a patronal e Bolsonaro, Mourão e os governos querem impor a nossa classe. Uma luta que leve a frente um plano emergencial para pandemia e que faça com que os capitalistas paguem pela crise.




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