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Não ao Semestre Complementar na UFRN: propomos um plebiscito para decidir

A reitoria da UFRN lançou essa semana uma proposta essa terça-feira por via da PROGRAD de implementação de um semestre complementar 2020.3, de caráter facultativo, preocupados unicamente com dar seguimento ao calendário de ensino acadêmico.

sexta-feira 29 de maio| Edição do dia

#NãoAoSemestreComplementar #EADNão #PlebiscitoParaDecidir

Para muitos estudantes, que olham para o cenário da pandemia e de eminente recessão e crescente desemprego no país, essa proposta pareceu uma saída para as suas angústias de adiantar o curso e encontrar alguma forma de sobrevivência à tragédia capitalista que estamos vivendo.

Contudo, temos que ter claro entre nós estudantes que esse projeto “piloto”, como disse nosso reitor, é a porta de entrada para um modelo híbrido de ensino à distância (EAD), precarizante e excludente da universidade. Soma-se à proposta de Future-se contra o qual lutamos no ano passado e que agora volta a ser pautado no Congresso.

Cursos “improdutivos”, em especial nas humanas, que tem sofrido um desmonte no financiamento a pesquisa, serão os primeiros alvos desse modelo. A proposta da reitoria exclui inclusive aqueles que desejariam cursar disciplinas a distância, mas que não tem computador ou internet nas suas casas, tornando esse momento ainda mais desmoralizante e angustiante, onde temos assistido o país batendo records de contágio e mortes pelo COVID-19, que afetam nossos parentes e amigos. O semestre complementar tenta criar um clima de normalidade em um momento em que nada está normal.

Veja também: Estudantes do bacharelado em Ciências Sociais 2020.1 repudiam semestre complementar na UFRN

Além disso, está sendo imposto a toque de caixa por parte da reitoria, que impôs uma semana para que os professores e alunos tomem um posicionamento e organizem programas de disciplinas a serem ministradas por tecnologias de ensino remoto. Está longe de ser um debate sério e democrático, querem que não vejamos outra saída e aprovar de forma acelerada em reunião do CONSEP na segunda-feira, 1/06, onde os estudantes não tem peso real de decisão.

Por isso chamamos o conjunto dos estudantes da UFRN a exigirem o adiamento dessa discussão e que a reitoria convoque um plebiscito com tempo hábil para que os cursos possam estudar seriamente a proposta e as consequências do EAD para a universidade.

Veja também: EAD ou cancelar o semestre? Nenhum dos dois! Ficamos com a ciência contra o coronavírus.

Nós da Faísca acreditamos que esse debate de como “cumprir calendário” é algo completamente irresponsável nesse momento em que a ciência, o corpo de pesquisadores e tecnológico da universidade, deveria estar voltando todas as suas iniciativas para estudar e propor soluções para os inúmeros problemas sociais, econômicos e sanitários que sofrem os trabalhadores, os negros, as mulheres indígenas e o povo pobre nas periferias do RN e de todo o país. O uso de tecnologias de ensino remoto poderiam muito bem estar voltadas à essas demandas, sem nenhuma implicação ao currículo dos estudantes, que deveriam receber aprovação imediata no semestre 2020.1 para que não sofram com nenhum tipo de penalidade pelas condições da pandemia. Abrimos esse debate nos cursos em que estamos, chamando a construção de assembleias online para que os estudantes possam discutir essa proposta e batalhar para que a reitoria suspenda qualquer decisão nesse momento e impulsione imediatamente um plebiscito para que possamos de fato decidir sobre o EAD na UFRN




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