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LGBTQIA+ E MARXISMO | Na Semana do Orgulho da UFABC: Faísca promove mesa LGBTQIA+ e Marxismo

Nesta quarta-feira (23), ocorreu a mesa "LGBTQIA+ e MARXISMO: A emancipação em tempos de crise econômica".

quinta-feira 24 de junho | Edição do dia

Nesta quarta-feira (23), ocorreu a mesa LGBTQIA+ e MARXISMO: A emancipação em tempos de crise econômica e sanitária com a presença de Marie Castaneda, estudante da UFRN, Luno Santos da UFRGS e Virgínia Guitzel, da UFABC e a mediação da Prof. Claudia Regina Vieira.

A mesa proposta pela Juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária ocorreu no mês do Orgulho LGBTQIA+ na UFABC. Trazendo debates sobre uma perspectiva materialista-histórica e dialética, ou seja marxista, foi abordado as profundas mudanças da transição entre feudalismo e o capitalismo, e de como o trabalho livre e a desvinculação da família como unidade produtivo possibilitou o surgimento de comunidade gays e lésbicas, através da sua auto-percepção e reconhecimento como parte de um grupo social, o que permitiu depois a construção de uma política entorno dessas identidades. Também foi abordado os processos do pós II Guerra Mundial, a revolta de StoneWall e o surgimento de diversos coletivos LGBTQIA+ em meio as enormes transformações provocadas pelo neoliberalismo e uma contradição inédita entre a mercantilização do sexo e a fragmentação das identidades LGBT e uma maior marginalização dentro da sua própria comunidade. Estas bases para compreender a profunda forma como se articula opressão e exploração em seus diferentes momentos, foi parte de refletir quais são as contribuições do marxismo revolucionário para pensar a emancipação sexual e de gênero em tempos de crise econômica e sanitária.

Resgatando a longa trajetória do marxismo em acompanhar os setores mais oprimidos em suas lutas, retomando a defesa da social-democracia alemã contra as perseguições aos homossexuais, a garantia de direitos como a descriminalização da homossexualidade ou a participação de homens trans nos exércitos revolucionários, também se retomou o pensamento de um dos mais importantes dirigentes revolucionários, Leon Trotsky, sobre a Teoria da Revolução Permanente. Um tema atualíssimo e que carrega consigo uma enorme contribuição para pensar a luta LGBTQIA+ anti-capitalista.

Para ver o vídeo completo do debate, solta o play:

Depois das intervenções dos participantes e os comentários da Prof. Claudia Regina, o debate contou com perguntas e intervenções via Chat que levantaram questões sobre qual foi o papel do stalinismo no retrocesso da luta LGBTQIA+, qual o papel do marxismo nos dias de hoje, como pensar uma educação que atinja a diversidade sexual e de gênero e quais os caminhos colocados para a atuação prática hoje nas lutas contra Bolsonaro, Mourão e os militares em base a teoria marxista.

Apesar do tempo curto, os debates sobre a luta LGBTQIA+ não ficarão restritos a esta mesa. A juventude Faísca junto com o Pão e Rosas fez um convite para no próximo dia 28, na segunda-feira que se comemora 52 anos da Revolta de StoneWall, haverá uma LIVE LGBT, com o nome "A revolução nas ruas, nas casas e nas camas" com a presença também de Virgínia Guitzel, de Luno Santos, da Leticia Parks e do Pedro Pequini.

Para mais informações, acesse: LIVE LGBT e Marxismo: Revolução nas ruas, nas casas e nas camas




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