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MANIFESTAÇÃO | Motoristas de aplicativo fazem manifestação em BH exigindo segurança

Nesta segunda-feira (4/1), em Belo Horizonte, motoristas de aplicativos protestaram contra o aumento da violência, que somente na última semana acarretou em diversos roubos e um latrocínio.

terça-feira 5 de janeiro | Edição do dia

(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)

Nesta segunda-feira (4/1), em Belo Horizonte, motoristas de aplicativos protestaram contra o aumento da violência, que somente na última semana acarretou em diversos roubos e um latrocínio. Exigindo mais segurança e buscando alternativas para aumentar a fiscalização dos aplicativos, fica ainda mais claro o enorme desamparo das empresas como UBER e 99 Táxi que lucram montantes de dinheiro com o suor desses trabalhadores, enquanto os tratam como descartáveis e facilmente substituíveis.

É histórico nesses aplicativos que em situações de acidentes e roubos os trabalhadores saiam sem nenhum direito, a uberização do trabalho é uma forma de exploração e precarização extrema que resulta em um enorme desamparo trabalhista, ao mesmo tempo que o medo constante do desemprego. Vendendo a ideia de “seja seu próprio patrão”, quando na verdade os motoristas de aplicativo estão a própria sorte e arriscando a vida para ter o que comer.

Os motoristas presentes na manifestação exigiam medidas como detecção facial e número de viagens já realizadas pelos passageiros, contudo o aumento da violência é fruto da crise, desemprego e miséria a que estão submetidos toda população pobre e trabalhadora e a saída para essa situação precária de vida que coloca trabalhadores em situações brutais de desamparo das empresas, aceitando postos de trabalhos sem nenhum tipo de segurança, só se dá por meio da luta organizada dos trabalhadores, como Marcello Pablito, trabalhador da USP e ex candidato a vereador pela bancada revolucionária em São Paulo, relatou:

“A pandemia intensificou o nível de exploração dos trabalhadores de aplicativo, que se mostraram serviços essenciais e sujeitos a condições de desemprego e fome com o aumento da informalidade, é necessário que a saída para a exploração e precarização da vida seja uma saída pela luta de classes, com os trabalhadores organizados e aliados a outros setores da nossa classe exigindo e reivindicando os seus direitos, pois só assim iremos parar de pagar com as nossas vidas essa crise que não somos os criadores.”

Nesse sentido, nós do Esquerda diário damos todo o apoio a luta dos trabalhadores de aplicativo, que em meio a pandemia arriscam as próprias vidas enquanto enchem os bolsos dos patrões, e reivindicamos uma saída da nossa classe para essa crise, para que sejam eles que paguem por ela e não nós.




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