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Mortes por covid-19 crescem 27% em uma semana na Europa

A mortes por covid-19 aumentaram 27% na Europa em uma semana, alcançando 4.129 na segunda-feira, 21, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados nesta terça, 22.

quarta-feira 23 de setembro| Edição do dia

Foto: GONZALO FUENTES / REUTERS

França, Rússia, Espanha e Reino Unido relataram o maior número de novos casos na semana passada, enquanto Hungria e Dinamarca relataram o maior aumento relativo nos óbitos.

Segundo a OMS, a Europa se vê diante de um cenário "alarmante". De leste a oeste, países endureceram as restrições para tentar conter o vírus, buscando evitar a imposição de novas quarentenas. Em todo o continente, houve 5 milhões de casos confirmados e mais de 228 mil mortes desde o início da pandemia.

Os motivos para a aceleração atual são diversos, mas vinculam-se à retomada das atividades após o fim do isolamento social, junto com a falta de medidas de prevenção adequadas que deveriam ser garantidas pelos governos para toda a população.

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Segundo Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, o número de novos casos dobrou em mais da metade dos países-membros do bloco. Falando de Copenhague, na Dinamarca, ele disse que 300 mil novas infecções foram registradas em toda a Europa somente na semana passada e os casos semanais excederam os relatados durante o primeiro pico, em março. "Temos uma situação muito séria", afirmou.

No Reino Unido, estão proibidos esportes coletivos em ambientes internos, e os planos para um retorno parcial dos torcedores aos estádios a partir de 1.º de outubro foram suspensos. A partir de agora, segundo o premiê, as celebrações de casamento serão limitadas a apenas 15 convidados, metade do que era permitido anteriormente. Os funerais podem ter a presença de até 30 pessoas.

Pubs, bares e restaurantes passem a fechar mais cedo, às 22 horas (no horário local), a partir de amanhã. Além de um período menor de funcionamento, esses locais devem proibir os frequentadores de consumirem alimentos e bebidas nos balcões - o serviço ficará restrito às mesas.

As máscaras serão obrigatórias para os trabalhadores do comércio e também para os passageiros dos táxis. Essa última medida foi um pedido do prefeito de Londres, Sadiq Khan, que considera que esse tipo de transporte tem infectado muitos moradores da cidade

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A Espanha registrou, na segunda-feira, inéditas 11,2 mil novas infecções, enquanto na França, os casos diários se aproximaram de 10,6 mil. Países da Europa Central e Oriental, menos afetados na primeira onda, agora também veem um aumento das infecções. Desde segunda-feira, 21, em Madri, pelo menos 855 mil pessoas só podem sair de casa para trabalhar ou ir à escola, e reuniões estão limitadas a grupos de seis pessoas.

Na França, em Nice, todas as reuniões estão vetadas e os bares têm funcionamento parcial. O aumento das infecções, em meio a um ressurgimento de casos que obrigou países a retomar as restrições, ocorreu apesar de uma redução global no número semanal de mortes causadas pelo vírus. No entanto, o número semanal de novas infecções no mundo chegou em seu nível mais alto na semana passada, de acordo com a OMS. Quase 1 milhão de pessoas já morreram de coronavírus desde que ele surgiu na China, no final do ano passado.

Segundo a OMS, em sete dias houve um aumento de 6% no total de novos casos em relação à semana anterior, bem como "o maior número de casos relatados em uma única semana desde o início da epidemia". Ontem, os casos globais de covid-19 chegaram a 31,1 milhões, após as confirmações de 272 mil novas infecções nas últimas 24 horas. Já as mortes subiram para 962.008, de acordo com o último boletim da OMS.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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