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“Morte aos Estados Unidos”: protestos condenam terrorismo norte-americano no Irã

sexta-feira 3 de janeiro| Edição do dia

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas da capital iraniana, Teerã, nesta sexta-feira, 3, para protestar contra os Estados Unidos, após o presidente do país imperialista, Donald Trump ter reivindicado a autoria dos bombardeios que tinham como objetivo o assassinato do general Qassem Soleimani, em um aeroporto de Bagdá (Iraque). Nas fotos, é possível ver iranianos queimando as bandeiras dos EUA e de Israel. Inclusive Trump continuou as provocações publicando uma foto da bandeira norte-americana no seu twitter.

Além da confirmação do ataque por parte de Trump, o pentágono publicou comunicado reafirmando a autoria estadunidense do bombardeio afirmando que sob ordem do presidente “os militares dos EUA tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal dos EUA no exterior, matando Qasem Soleimani, chefe da unidade Força Quds, do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, uma organização designada como terrorista pelos EUA".

Com frases como "Morte aos Estados Unidos" e cartazes com a foto do general assassinado, os manifestantes lotaram as ruas ao longo de vários quarteirões no centro da capital iraniana repudiando o acionar do imperialismo norteamericano que age há décadas na região intervindo na soberania dos povos do oriente médio para garantir seus interesses econômicos.

Anteriormente o presidente, o ministro das Relações Exteriores e o Líder Supremo do Irã deram declarações de pesar e ameaças contra os EUA. O presidente iraniano Hassan Rohani afirmou que "Sem dúvida, o Irã e outros países que buscam a liberdade na região, se vingarão". O bombardeio foi classificado como um "ato de terrorismo" e "violação à soberania" do país.




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