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Show de reacionarismo | Monark ou Monazi? Apresentador do Flow Podcast defende nazistas com apoio de Kim Kataguiri

Durante uma entrevista no Flow Podcast, o apresentador Monark defendeu o "direito de ser anti-judeu" e a legalização de partidos nazistas, e o deputado Kim Kataguiri (Podemos) se posicionou contra a criminalização do partido nazista na Alemanha.

terça-feira 8 de fevereiro | Edição do dia

Imagem: print de tela do canal "flowposcast"

Na noite da última segunda-feira (7) durante uma entrevista, Bruno Aiub, mais conhecido como Monark, fez uma defesa absurda enquanto debatia em uma entrevista com Tabata Amaral (PSB), e o também reacionário Kim Kataguiri (Podemos), ambos deputados federais por São Paulo. Enquanto a deputada Tabata, que também já participou em diversos ataques à classe trabalhadora, como a reforma da previdência, argumentava contra as colocações absurdas do apresentador, o mesmo citava que o partido nazista deveria ser legalizado, o que vai, inclusive, contra a Constituição Federal.

O apresentador ainda questionou se não deveria haver o “direito” de ser idiota e antissemita e falou em liberdade de expressão aos nazistas: “Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei.” E: "se o cara for anti-judeu ele tem direito de ser anti-judeu". As declarações foram rechaçadas por uma página chamada Judeus pela Democracia que postou no twitter "Ideologias que visam a eliminação de outros tem que ser proibidas. Racismo e perseguições a quaisquer identidades não são liberdade de expressão".

Kim Kataguiri afirmou que acha um erro a Alemanha ter criminalizado o partido nazista e diz: “Sufocar o debate só faz com que grupos extremistas cresçam na escuridão e não sejam devidamente combatidos e rechaçados. Irônico é ver quem normaliza os genocídios cometidos pelo comunismo falarem em direitos humanos. Essa gente não tem compromisso com direitos individuais, tem compromisso com o próprio projeto de poder”. O “comunismo” ao qual se refere Kim Kataguiri, na verdade, tratam-se dos crimes cometidos pelo stalinismo na extinta URSS, um discurso feito para confundir comunismo com stalinismo.

Essas manifestações são das mais absurdas dos últimos tempos, com uma defesa despudorada da legalização do partido promotor do holocausto, episódio histórico que perseguiu e matou mais de seis milhões de judeus na Europa, além de outras minorias, durante a segunda guerra mundial, sendo o maior genocídio da história da humanidade, além de promover também o genocídio de cerca de 3 milhões de pessoas na polônia. Com uma política abertamente racista e higienista, que levava a cabo a ideia de extermínio do povo, em prol da defesa da pretensa superioridade de uma suposta “raça ariana”, o partido nazista, hoje, é a maior mancha na história mundial. Agora, 77 anos depois, observamos novamente, nos últimos anos, uma ascensão de uma extrema direita que, novamente, se coloca mais abertamente racista, xenófoba, preconceituosa e mais aberta a ideias higienistas e genocidas, em diversas partes do mundo.

Aqui no Brasil, a ascensão desse setor veio fortalecida principalmente com a política do governo Bolsonaro, que se coloca abertamente contra a vida dos LGBTQIA+, dos negros, das mulheres e do conjunto dos trabalhadores e oprimidos, respondendo aos anseios, principalmente, de uma burguesia branca, racista e subjulgada ao imperialismo. A partir disso, vemos se tornar cada vez mais corriqueiras falas repulsivas como essa, que simplesmente caçoam das vítimas e da memória do maior crime da história.

Sobre o caso, veja alguns tweets:




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