Política

IGREJAS E BOLSONARO DE MÃOS DADAS

Ministros de Bolsonaro almoçam com bancada evangélica para prestar contas do governo

Nesta quarta-feira, 18, seis ministros de Bolsonaro, incluindo Moro, almoçaram com a bancada evangélica da Câmara para debater os rumos do governo e apresentar seus resultados frente às pautas reacionárias desse setor.

quinta-feira 19 de setembro| Edição do dia

A aparição de Bolsonaro ao lado de Silvio Santos de um lado e Edir Macedo de outro no 7 de setembro não deixa dúvidas de que as multimilionárias empresas da fé que são as igrejas evangélicas brasileiras continuam sendo um dos pilares fundamentais de sustentação do governo Bolsonaro.

Compartilhando de uma série de pautas reacionárias, não apenas nas questões ideológicas e morais, como a luta pela manutenção do machismo e da LGBTfobia (chamada por estes de combate à “ideologia de gênero”), a imposição da educação religiosa cristã nas escolas, mas também nas questões econômicas, como foram as reformas da previdência e trabalhista, a bancada evangélica é decisiva para o andamento das medidas de extrema-direita de Bolsonaro.

A forma como o governo está organicamente ligado e presta contas de suas ações para esse lobby das igrejas se mostrou mais uma vez nesta quarta-feira, quando a Frente Parlamentar Evangélica convocou os ministros do governo para um almoço em que eles fariam seu relato sobre os “avanços” do governo nesses nove meses de ataques.

Participaram do almoço os ministros Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, Osmar Terra, da Cidadania, André Luiz, da Advocacia-Geral da União, general Ramos, da Secretaria de Governo, Onix Lorenzoni, da Casa Civil, e Jorge Antônio, da Secretaria-Geral da Presidência.

Nomes importantes do governo, presentes para dizer aos evangélicos que irão seguir juntos nos ataques aos nossos direitos.




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