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FORA BOLSONARO, MOURÃO E OS MILITARES | Militares desviam dinheiro de combate à pandemia: júri popular e fim de privilégios à caserna!

Enquanto perdemos parentes e amigos pela falta de uma plano emergencial de combate à pandemia, e sofremos com as mortes de pessoas na fila para um leito de UTI ou aguardando um cilindro de oxigênio para respirar - o Ministério da Defesa usava dinheiro, que era destinado ao SUS durante a pandemia, para cobrir gastos para bancar a mamata de privilegiados militares.

quinta-feira 8 de julho | Edição do dia

Bolsonaro e à esquerda, na primeira fila, o general da reserva Augusto Heleno. No púlpito, o general Villas Bôas, então comandante do Exército. (Foto de Fernando Frazão/Agência Brasil)

Um relatório sobre o custeio do combate à pandemia foi elaborado pelo Ministério Público a partir de um estudo da procuradora Élida Graziane Pinto. A procuradora teria denunciado que havia erros no custeio do SUS há anos. Segundo Élida, desde o início da pandemia, o governo federal teria destinado R$730 bilhões para custear gastos para o combate à pandemia. Entretanto, o Ministério da Defesa recebeu R$140 bilhões deste valor, cobrindo gastos que não estavam relacionados à saúde. Ainda, dos R$730 bilhões, R$72 bilhões foram destinados ao SUS, mas o Ministério da Defesa foi a pasta que mais recebeu desse dinheiro, levando, junto com a Secretaria da Aviação Civil, o equivalente a R$80 milhões.

Isso é só mais um exemplo de como os militares são verdadeiros privilegiados e vivem da nossa exploração e da destruição dos nossos direitos.

Só em 2020, as pensões pagas para as filhas de militares custou mais de 19 bilhões. Há 14 casos de filhas de militares que recebem mais de R$100 mil ao mês. Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador na ditadura militar e louvado pelo clã da família Bolsonaro, tem duas filhas, Renata Silva Brilhante Ustra e Patrícia Silva Brilhante Ustra, que recebem pensão desde 2016, quando o crápula abraçou o capeta. O Estado, com o nosso dinheiro, paga mais de R$10 mil para as filhas desse torturador confesso.

Enquanto nós tivemos nossos direitos à aposentadoria atacados, os direitos à aposentadoria dos militares foram todos mantidos e nos custam por ano R$700 bilhões. Mas os militares não só não perderam seus direitos previdenciários, como no final de abril, através de uma portaria, aqueles que ocupam cargos no governo tiveram a garantia de receber suas aposentadorias e seus super salários do cargo público. O vice-presidente, General Hamilton Mourão, que assumiria a presidência em caso de impeachment de Bolsonaro, recebe absurdamente R$63,6 mil por mês.

Um dos ministros de Bolsonaro, que assumiu o Ministério da Saúde e permanece sendo braço direito do negacionismo bolsonaristas, Eduardo Pazuello, em plena pandemia ano passado fez declaração de que antes de assumir a pasta nem mesmo sabia que existia ou o que era o SUS. Um descaso, uma barbárie, uma piada com as nossas vidas e de nossos parentes e amigos que perdemos.

Veja também:“Por mim, só comprava saco preto”, disse Pazuello à sua ex sobre a crise de oxigênio em Manaus.

Mas engana-se quem acha que os militares estão nesse pedestal só no governo Bolsonaro. Até mesmo no governo Lula, os militares se localizavam em um dos mais altos pedestais dos privilegiados. Durante o governo Lula os militares ocuparam o Haiti, reprimindo a liberdade do povo haitiano com um discurso hipócrita de ação humanitária, enquanto escândalos de estupro e abusos eram denunciados. Desde o fim da ditadura militar, o PT que fez parte da conciliação da Constituição de 88, nunca enfrentou os militares, nem mesmo depois dos militares terem sido um dos pilares para o golpe institucional de 2016.

Nós no Esquerda Diário e do MRT denunciamos e lutamos sempre para que nossa classe jamais confie num setor como esse que mantém historicamente seus privilégios pisando em nossas cabeças, passando por cima dos nossos direitos, enquanto controlam a política nacional juntamente com a burguesia e o imperialismo. Durante a pandemia, estiveram ao lado do governo Bolsonaro enquanto perdemos centenas de milhares de brasileiros. Enquanto a população sofria em busca de leitos, os hospitais militares seguiam com 85% das UTIs vagas. Levantamos durante toda pandemia um plano emergencial para combate-la, que necessariamente teremos que impor nas ruas com a nossa luta e a auto-organização da nossa classe, atacando os privilégios de setores como dos militares que têm interesses irreconciliáveis aos nossos.

Para derrotar os militares, nossa luta não pode passar por fora da unidade entre trabalhadores, juventude e os setores mais oprimidos, como indígenas, [email protected], mulheres e LGBTQIA+. É preciso lutarmos com os métodos da luta de classes, pela construção de uma greve geral já, e impormos nas ruas um júri popular para averiguar e responsabilizar todos os envolvidos nesse verdadeiro saque de dinheiro para garantir privilégios de poucos enquanto estamos aqui sofrendo com as consequências dessa pandemia. E isso, não confiando em saídas como o impeachment que colocaria o General Mourão no poder, um militar saudosista da ditadura e que também suga da nossa exploração os seus privilégios.

Veja também: Greve geral para derrubar Bolsonaro, Mourão, os ataques e impor uma nova Constituinte.




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