Internacional

Milhares marcharam em Montevideo contra o ajuste que prepara Lacalle Pou

Mais de 10.000 pessoas recorreram as ruas de Montevidéu em rechaço à lei impulsionada pelo presidente direitista Lacalle Pou no Parlamento

segunda-feira 6 de julho| Edição do dia

Fonte: Fotofotela

Desde a Torre Executiva até o palácio legislativo uma multidão recorreu as ruas de Montevidéu para expressar seu rechaço à lei de Urgente Consideração (LUC) que por estes dias tramita no Parlamento.

A coordenação Não à LUC que integram dezenas de coletivos, entre eles sindicatos, grêmios estudantis e organizações sociais, convocou a esta mobilização na qual se observou uma forte presença de jovens que ao longo da marcha entoaram distintos cânticos e consignas; em especial contra os avanços repressivos que propõe a LUC, os avanços privatizadores e mercantilizadores na Educação e a perda de direitos e conquistas sociais que o governo quer aprovar.

Nas imediações do Palácio Legislativo foi montado um palanque onde integrantes das organizações convocadoras fizeram uso da palavra.

Em primeiro lugar ADES Montevidéu denunciou a Ingerência das organizações privadas, a polícia e o exército na educação e o ataque à autonomia que implica esta lei.

Posteriormente integrantes dos centros de estudantes de Magistério e do IPA apontaram os ultrajes que vem sofrendo, a falta de remuneração digna e a intenção de impor planos de estudos pensados em função do mercado e os empresários e com uma concepção elitista de educação.

Na sua vez uma representante da Coordenação Anti LUC da Costa frisou a necessidade de dar esta luta contra esta lei nefasta e estendê-la a todo país.

Depois integrantes de grêmios estudantis dos liceus de Montevidéu se pronunciaram contra a LUC por ir contra a classe trabalhadora e a educação pública.

Também integrantes das organizações dos povos originários repudiaram a reforma do Estado em chave "oligárquica e colonial" que se pretende impor com esta lei.

No ato se fizeram presentes integrantes do sindicato Soofrica do frigorífico Canelones que vem levando um duro conflito no qual mais de 600 trabalhadores estão em seguro pela suspensão já há 9 meses.

Em sua fala o pão e Rosas Uruguai denunciou como o atual governo favoreceu e preservou os interesses dos empresários, outorgando exonerações e subsídios enquanto os trabalhadores e trabalhadoras recebem ajustes, e destacou a necessidade de enfrentar esta lei nas ruas e com mobilização popular.

O Esquerda Diário Uruguai transmitiu ao vivo esta marcha:




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