Educação

PORTO ALEGRE

Milhares de professores saem às ruas em Porto Alegre contra os ataques de Leite

Está prevista para essa semana a votação do pacote de maldades de Eduardo Leite. Milhares de professores em greve de todo o estado viajaram à Porto Alegre para impedir a votação do pacote.

terça-feira 17 de dezembro de 2019| Edição do dia

A manhã desse 17 de dezembro foi cheia na capital gaúcha. Milhares de professores de diferentes cidades do estado do Rio Grande do Sul marcharam nas ruas de Porto Alegre para protestar contra o pacote neoliberal de Eduardo Leite, que está previsto para ser votado nessa semana na Assembleia Legislativa.

Houve concentração de professores em três pontos distintos da capital desde as 8h da manhã. Cerca de 10 mil professores de cidades como Caxias do Sul, Santa Maria, Osório e outras da zona metropolitana da capital se concentraram no colégio Julio de Castilhos, próximo ao centro. Todos marcharam em direção à Praça da Matriz, onde se encontraram com professores de outras cidades e servidores de outras categorias.

A greve dos professores se estende há semanas e vem denunciando o brutal ataque que o governador quer impor à categoria e ao conjunto da educação e dos serviços públicos. É a destruição do plano de carreira, adequação à reforma da previdência de Bolsonaro e diversos outros ataques.

Essa semana o governador vem negociando com as bancadas aliadas a aprovação do pacote. Alguns partidos, como MDB e PP, estão negociando um ou outro ponto do pacote, afim de manter o essencial do ataque que visa enxugar gastos na área da educação e atacar as já sucateadas escolas do estado. É necessário dar um basta por completo no pacote de Eduardo Leite, nossos direitos não são negociáveis, bem como fazer com que os grandes empresários do estado, junto dos bancos e da casta política e jurídica, paguem pela crise. E não os trabalhadores.

A aposta da direção central do CPERS tem sido até agora pressionar os parlamentares, ao invés de transformar a greve em uma enorme batalha contra o governo, os ricos e poderosos do estado. A força da greve mostra que há grande disposição para barrar o ataque e avançar por mais. Acompanhe o dia de hoje e o desenrolar da semana pelo Esquerda Diário.




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