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Metrô de SP e Doria seguem intransigentes nos ataques aos metroviários. A única saída é a greve!

Rodrigo Tufão, diretor do Sind. dos Metroviários de SP e militante do Mov. Nossa Classe

diretor do Sind. dos Metroviários de SP e militante do Mov. Nossa Classe

terça-feira 7 de julho| Edição do dia

Após várias reuniões de conciliação com a justiça, Metrô de SP e o governador João Doria seguem de forma intransigente mantendo o corte no pagamento dos metroviários de SP, atacando o plano de saúde e cortando direitos como complementação ao auxílio doença e adicional de risco de vida, em meio à pandemia, de uma das categorias que - assim como enfermeiras, médicas, entregadores, trabalhadores do setor alimentício etc, - essão na linha de frente na pandemia e muito expostos ao coronavírus. De forma unilateral, a empresa já reduziu pagamentos em junho cortando os adicionais noturno e hora extra e quer excluir ainda 18 cláusulas do acordo coletivo e rebaixar outras 11. Justamente nesse momento onde centenas de metroviários seguem sendo contaminados e levam o coronavírus para suas famílias. Já temos companheiros de trabalho mortos e mais de 300 afastados por contaminação ou suspeita de Covid-19.

Tudo isso no marco de dizerem que por conta da pandemia o Metrô teve "baixa arrecadação", mas Doria e o Metrô não titubeiam em seguir pagando salários exorbitantes para a alta cúpula da empresa e por conta disso não receber subsídio do estado, este mesmo estado que não repassa nenhum centavo para um serviço essencial como é o Metrô estatal, mas garante repasses milionários para os empresários das linhas privadas, como as Linhas 4 - Amarela e 5 - Lilás.

Já está claro que sem a greve, sem fazer pesar a força dos metroviários em luta, a negociação com o metrô dentro ou fora do tribunal só pode ter um resultado: a intransigencia do Doria esmagando os direitos dos metroviários. Só construindo a greve com toda força e por tempo indeterminado será possível impor ao Metrô, Doria e à Justiça a manutenção dos direitos dos metroviários. Chamamos a Chapa 1 (CTB/CUT), majoritária na diretoria do sindicato, a rever sua posição, e toda a diretoria a construirmos em unidade a greve para barrar a retirada de diretos!

Se a justiça - que mantém ameaças aos metroviários dizendo que se fizerem greve receberão multa no valor de 150 mil reais/dia e diz que "os metroviários têm que ceder" - e o Metrô de SP exigem uma contraproposta no marco da crise financeira que alegam estar passando, reafirmamos nossa contraproposta: cortar os supersalários! E ter subsídio estatal para manter os direitos dos metroviários que dia após dia seguem arriscando suas vidas!

O que estamos vendo acontecer no Metrô é a tentativa de Doria mostrar para os capitalistas de plantão que ele pode dar continuidade ao projeto entreguista de Bolsonaro e Guedes, de precarização do trabalho e destruição de conquistas históricas da classe trabalhadora. Vimos ontem Bolsonaro aprovar a MP 936, mais conhecida como MP da morte, que abre o caminho para redução de salários e suspensão de contratos, utilizando do momento de pandemia para mais uma vez destruir nossos direitos. Infelizmente a CTB, corrente majoritária que dirige nosso sindicato e compõe a Chapa 1, vinha depositando suas esperanças na caneta de Bolsonaro para aprovar esta MP por causa de um artigo que supostamente garantiria os acordos coletivos no período da pandemia. Doce ilusão que denunciamos desde o primeiro momento: Bolsonaro vetou justamente esse artigo. Não podemos depositar nenhuma confiança na justiça dos patrões e muito menos na caneta de Bolsonaro, só a nossa organização e mobilização pode nos levar a manter nossas conquistas!

Hoje haverá nova assembleia online dos metroviários às 18h. Nós da Chapa 4 - Nossa Classe chamamos todos para votarem massivamente pela greve, para respondermos o Metrô e Doria a altura de seus ataques, assim como chamamos todos os metroviários que não se enquadram no grupo de risco a comparecerem no sindicato às 19h!

Nenhum direito a menos! Greve a partir de 8/7!

Veja também:

6 pontos para fortalecer a luta dos metroviários: Um debate com a diretoria do Sindicato




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