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DADOS DESMENTEM | Mentiroso como o pai, Eduardo Bolsonaro diz que Chapecó “esvaziou UTIs”

No entanto, como mostra dados da própria prefeitura, cidade catarinense apresenta ocupação de mais de 90% dos leitos de UTI.

segunda-feira 12 de abril | Edição do dia

A família Bolsonaro não cansa de mentir. A última foi dizer que o "tratamento imediato esvaziou" as UTIs de Chapecó, cidade do interior de Santa Catarina. Dados da própria prefeitura da cidade, no entanto, desmentem o deputado federal. Abaixo é possível ver o boletim informativo de 12 de abril de 2021 elaborado pela secretaria de saúde, que mostra 90% dos leitos públicos de UTI ocupados e 95% dos leitos privados de UTI. É praticamente um sistema colapsado:

Essa fake news começou a circular semanas antes, na verdade, após o papai do 03 dizer que Chapecó possui um "trabalho excepcional" na pandemia graças ao tratamento precoce. A deputada federal Carla Zambelli (PSL) também divulgou fake news nesse sentido recentemente, após compartilhar um vídeo em que o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), mostra uma unidade hospitalar vazia e assegura: “Prefeito de Chapecó zera internações na UTI por covid-19! Conseguem adivinhar como?”.

Acontece que a média de internados por Covid na cidade nos primeiros dias de abril é superior à vista nos mesmos períodos dos meses anteriores de 2021. Em apenas três meses, Chapecó viu as mortes por covid quadruplicar. Apenas semana passada, foram 23 mortes, segundo boletim epidemiológico desta segunda-feira. Chama atenção o abismo existente entre a realidade factual e o tweet mentiroso de Eduardo, o que escancara um nível elevado de boçalidade criminosa. Veja o tweet abaixo:

A mentira não é mera compulsão maligna da família. Parafraseando Shakespeare, há certo método nela. A intenção é deliberadamente manipular dados para tentar justificar a inépcia do governo federal no combate à pandemia. Acontece que a responsabilidade da escalada de mortes é, em grande medida, de autoria de seu pai (que batalhou em benefício da circulação do vírus), ainda que também compartilhada por governadores, prefeitos, Congresso e STF que vêm aprovando ataques contra a população, os serviços públicos e a saúde.




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