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"Marchas pela Liberdade" em toda Catalunha se somam às manifestações massivas

Após dois dias de massivas mobilizações e uma dura repressão por parte da polícia catalã, nesta quarta-feira começaram as “Marchas Pela Liberdade” como parte da resposta contra a sentença de prisão a lideranças soberanistas.

quinta-feira 17 de outubro| Edição do dia

Nesta quarta-feira começaram as “Marchas Pela Liberdade”, convocadas pelas organizações da sociedade civil Assembleia Nacional Catalã (ANC) e Òmnium Cultural, em resposta à sentença do Supremo Tribunal contra os líderes independentistas.

As manifestações, que chegarão à Barcelona na próxima sexta-feira, estão formadas por diferentes colunas que saem de cinco cidades catalãs como Girona, Berga, Vic, Tarragona e Tàrrega. Na mesma sexta-feira coincidirá a greve geral convocada pelos sindicatos IAC e Intersindical-CSC e a manifestação da tarde, prevista para ser novamente uma ação massiva.

Enquanto o presidente da Generalidade de Catalunha, Quim Torra, e o conseller d’Interior (ministro do Interior), Manel Buch, se reúnem em caráter de urgência para tentar sufocar as mobilizaçoes destes dias, nas quais os Mossos d’Esquadra (policiais catalãos) tem reprimido duramente, começa a ser construída uma nova ação inspirada na multitudinária Marcha da Liberdade de 1976, a manifestação histórica que tinha como principais exigências a anistia, as liberdades e a recuperação do estatuto da autonomia.

Por sua vez, os Comitês de Defesa da República (CDR, que surgiram a nível territorial depois do referendo pela independência de 2017) anunciaram uma sexta coluna que sairá de Castelldefels no terceiro dia das manifestações e também confluirá com as outras colunas durante a greve geral da sexta-feira.

As massivas mobilizações que começaram na segunda-feira ao tornar-se pública a sentença aos líderes independentistas, seguem extendendo-se por toda Catalunha, apesar das duras ameaças e da repressão dos Mossos em cidades como Barcelona, Girona ou Sabadell, nas quais se escutaram cantos como "Buch e Torra demissão" e "os Mossos não são nossa polícia".

O governo de Quim Torra justifica esta brutal repressão alegando que que se não faz, significaria um risco de que sejam imputados pelo delito de sedición (organização para derrubar o governo). Assim foi confirmado pelo próprio conseller d’Interior, Manel Buch. Desta forma o governo, para além de seus discursos contra a condenação, se apresenta, mediante dos Mossos d’Esquadra, como parte da engrenagem do novo marco repressivo no qual o direito de manifestação de reunião e liberdade de expressão ficam esmagados.




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