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AUMENTO PASSAGEM BH | Mais de 800 jovens nas ruas de BH iniciaram a luta contra o aumento das passagens

Nesta sexta-feira (8), mais de 800 jovens fecharam as ruas de Belo Horizonte contra o novo aumento das passagens, que passou a vigorar no último domingo (3) tanto na capital quanto na região metropolitana.

Francisco MarquesProfessor da rede estadual de Minas Gerais

sábado 9 de janeiro de 2016 | 20:38

Foto: Maxwell Vilela

Nesta sexta-feira (8), mais de 800 jovens fecharam as ruas de Belo Horizonte contra o novo aumento das passagens, que passou a vigorar no último domingo (3) tanto na capital quanto na região metropolitana. A manifestação começou interrompendo o trânsito na Praça Sete às 18:30 e caminhou pelo centro até as 21:00.

A manifestação, convocada pelo Movimento Passe Livre – BH (MPL-BH) era formada por uma maioria de jovens universitários, por jovens trabalhadores, estudantes secundaristas e trabalhadores, bem como por militantes de organizações e movimentos de esquerda. Denunciaram o aumento que Márcio Lacerda (PSB) e Fernando Pimentel (PT) decretaram, visando garantir a manutenção dos lucros dos empresários do transporte, e também a continuidade da precariedade do serviço, com superlotação, falta de linhas e horários e falta de conforto, além das altas tarifas. Já escrevemos sobre este aumento aqui no Esquerda Diário.

Nessa sexta-feira também aconteceram atos em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde houve forte repressão contra os manifestantes. O aumento das passagens, que foi o estopim para o amplo questionamento que “estourou” em junho de 2013, chega desta vez após um ano de ajustes por parte do governo federal petista e dos governos estaduais e municipais, sendo que estes políticos, neste momento de desaceleração econômica, apontam a continuar e aprofundar estas medidas que só favorecem os empresários. Além do aumento na tarifa, desta vez os salários abaixaram, o desemprego e a inflação aumentaram e os cortes de verbas na saúde e na educação não param. Os servidores do Estado de Minas Gerais tiveram seus salários atrasados neste mês, e pode haver atraso e até parcelamento nos meses seguintes, até abril.

A tarefa do movimento é em primeiro lugar aprender com a organização e a “moral de luta” dos estudantes secundaristas de São Paulo que venceram o “invencível” Geraldo Alckmin: não tem arrego até vencer, total desconfiança nos governos e confiança na força da mobilização, diálogo constante e aliança com a população, excelente uso das redes sociais para comunicação, e organização pela base, por local de estudo e trabalho, para decidir os rumos da luta. Outro ponto importante é que o aumento também atingiu toda a região metropolitana e a passagem chegou a R$4,45 para as linhas principais. Isso permite e exige que unifiquemos a luta contra o aumento em toda a região metropolitana. Na quarta-feira haverá um ato em Contagem que deve também servir para isso.

É preciso lutar pela estatização do transporte sob controle dos trabalhadores e usuários, acabando com as altas tarifas e com a precariedade cotidiana, que são fruto dos interesses de lucro dos empresários e de corrupção dos políticos. Somente este programa de ação pode preparar o movimento para as batalhas por vir.




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