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ASSASSINATO POLÍTICO

Madeireiros assassinam Paulo Paulino, indígena guardião da Amazônia

Madeireiros ilegais emboscaram um grupo de indígenas defensores da Amazônia, matando a balas Paulo Paulino, pertencente a tribo Guajajara no norte do Brasil

terça-feira 5 de novembro| Edição do dia

O líder indígena Paulo Paulino pertencente a tribo Guajajara foi assassinado em uma emboscada de madeireiros no Maranhão, nordeste do Brasil, informaram neste final de semana fontes locais.

Segundo o testemunho de Carlos Travassos, indigenista que trabalha para os Guajajara e melhor amigo de Paulo Paulino, ambos regressaram de um dia de caça quando se encontraram em uma emboscada com um dos homens armado, provavelmente caçadores ou madeireiros.

Segundo a organização Survival Internacional, Paulo Paulino Guajajara também conhecido como Kwahu Tenetehar recebeu um tiro no pescoço e morreu na floresta, enquanto seu companheiro Laércio conhecido como Tainaky Teneteha, recebeu um tiro nas costas e outro no braço mas conseguiu escapar e se encontra em estado grave.

Ambos fazem parte da organização “Guardiões da Selva”, um grupo de mais de cem indígenas Guajajara criado para proteger seu território de invasões de empresas madeireiras e de pecuária no estado do Maranhão, empresas essas que mantém um assédio constante às comunidades indígena .

Esta rede de defesa do território está encarregada de vigiar e denunciar as invasões na floresta, uma das atividades mais perigosas do país, já que só no último ano, morreram cerca de 20 líderes indígenas. Segundo membros da tribo, Paulino já havia começado a negociar sua entrada em um programa estatal de direitos humanos para reforçar sua segurança.

Desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência, as invasões de reservas indígenas por empresas de mineração, pecuária e extração ilegal de madeira aumentaram, isso devido a promessas do governo de abrir terras indígenas protegidas em nome de um desenvolvimento econômico.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) que representa grande parte dos 900 mil indígenas no país declarou que o “governo Bolsonaro tem as mãos totalmente manchadas de sangue indígena” e que “O aumento da violência nos territórios indígenas é resultado direto dos seus discursos de ódio e os passos dados contra nosso povo”, denunciou a APIB.

O governo Bolsonaro tem acabado com as agencias ambientais, deixando assim, as tribos desamparadas na defesas das invasões de suas terras. Isso também provocou os enormes incêndios na Amazônia, causados por fazendeiros que buscam maiores terras para o pasto.




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