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MRT e Professores pela Base – Nossa Classe no 1 de maio da Praça da Sé

sábado 2 de maio de 2015| Edição do dia

No dia 1 de maio o MRT, e uma coluna do Professores pela Base – Nossa Classe composta por professores da rede estadual paulista em greve há quase 50 dias, e da Juventude às Ruas marcharam no ato antigovernista da Praça da Sé. A coluna também foi composta pelo bloco Furia & Folia, que junto com professores em greve de Santo André acabaram de lançar um CD com músicas e palavras de ordem que são entoadas na greve e deram o tom agitado e bem humorado ao ato. A agitação da coluna ficou por conta da fusão do MRT e suas colaterais com o bloco Furia & Folia e também com o Grupo Espaço Socialista que também se integrou ao bloco. Essa manifestação foi convocada pelos setores da esquerda antigovernista, e centrais sindicais, como a CSP-Conlutas e a Intersindical. O bloco do MRT além de denunciar os ataques do governo Dilma, como o aumento da terceirização durante os governos do PT, e a necessidade de avançar para uma política de independência de classe, também colocou eixo nas greves de professores que estão ocorrendo pelo país.
A luta internacionalista também foi lembrada pelo bloco do MRT, que agitou consignas contra o massacre do povo negro nos Estados Unidos, a ocupação do Haiti, e a crise capitalista que assola diversos países. Com uma participação importante dos educadores, as palavras de ordem do bloco repudiaram o massacre do governador tucano Beto Richa contra os professores, no dia 29 de abril, que se tornou um escândalo nacional e foi noticiado pelos principais meios internacionais. Isso se ligou a exigência de que Alckmin antecipe a negociação com os professores paulistas, marcada apenas para 13 de maio, e contra o corte de ponto, que já veio na folha de pagamento desse mês.
Os professores também expressaram a necessidade de unir e coordenar as greves da Educação em curso, que contabilizam 6 estados do país. Ademais, na agitação do bloco se expressou a urgência de que se supere a política das direções sindicais da CUT, que apesar de declararem repúdio à repressão no Paraná, nada fizeram para que houvesse uma unidade entre os professores. Isso engloba tanto a Apeoesp, sindicato dos professores da rede estadual de São Paulo, quanto a APP-Sindicato, dos professores do Paraná, ambos em greve.

O 1 de maio desse ano ocorreu num momento em que há greves importantes, e uma efervescência política significativa, com a aprovação de ataques, como a PL que terceiriza atividades fim. Seria, portanto, muito importante que esse ato fosse vivo, expressando uma saída dos trabalhadores, independente dos partidos da burguesia, seja o PT ou o PSDB. Entretanto, não foi isso o que se viu na Praça da Sé. Nem a CSP-Conlutas, central sindical hegemonizada pelo PSTU, nem a Intersindical, central na qual participam setores do PSOL, deram peso para a construção do 1 de maio. Nenhuma dessas organizações buscou mobilizar suas bases, e o que ocorreu foi um ato esvaziado e rotineiro, numa conjuntura em que seria fundamental expressar uma política de independência de classe a partir das bases de trabalhadores dos sindicatos em que atuam, da juventude, e fileiras partidárias.




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