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Cortes na educação | MEC de Bolsonaro anuncia corte de cerca de R$ 2,3 milhões da UFSCar, que pode paralisar atividades

Na última quinta-feira (9) o Ministério da Educação (MEC) anunciou um corte de cerca de R$ 2,3 milhões do orçamento de custeio da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que pode paralisar as atividades por falta do orçamento. Esse ataque do governo Bolsonaro e todo o regime do golpe vem se dando em diversas UF’s do Brasil, que busca descarregar a crise nas costas dos estudantes e trabalhadores da universidade, atacando o direito à educação.

terça-feira 14 de junho | Edição do dia

A UFSCar disse em nota que o corte é ’extremamente alarmante’ e já considera a possibilidade de ’precisar paralisar suas atividades’ ainda neste ano. A universidade sofrerá um corte de R$ 2.344.634,75 no seu orçamento.

O orçamento, que já tinha um déficit de R$ 14 milhões, cai de R$ 41 para R$ 38 milhões. Caso não haja o desbloqueio do restante do valor passível de reversão, que é de R$ 2.344,634,75, o orçamento da universidade pode chegar a R$ 36 milhões.

De acordo com a UFSCar, a medida compromete seriamente o funcionamento diário e impacta, direta e indiretamente, o andamento de importantes obras, manutenções de infraestrutura, além de ações do Programa Nacional de Assistência e Permanência Estudantil (PNAES).

Depois da tentativa frustrada de impor a PEC 206 que institui a mensalidade das universidades públicas de Kim Kataguiri e do General Paternelli, Bolsonaro decidiu cortar na semana passada 14,5% do orçamento das universidades federais. Trata-se de um projeto acentuado agora em ano eleitoral porque os maiores atos de rua contra seu governo foram justamente em defesa da educação e quer mostrar serviço para seu projeto de país precarizando ainda mais e ameaçando universidades de fecharem.

No 9 de junho, aconteceram atos contra os cortes na educação em diversas cidades do país, expressando uma vanguarda jovem disposta a ir para às ruas lutar pelos seus direitos, com destaque para estudantes dos Institutos Federais e os secundaristas. Mas diante da gravidade dos ataques, os atos infelizmente nem chegaram perto dos milhares que saíram às ruas contra os cortes na educação em 2019 ou as marchas do ano passado pelo Fora Bolsonaro.

Veja mais: Entre a disposição de luta e a conciliação eleitoral, por que o 9J não foi um tsunami da educação?

A política das direções da UNE, em particular de organizações como a UJS, as juventudes do PT, o Levante Popular da Juventude e o Afronte vem sendo de canalizar qualquer disposição de mobilização para a construção da campanha Lula-Alckmin.

Contra os cortes e todos os ataques é urgente a defesa de mais verba para a educação a partir da revogação do teto de gastos e o não pagamento da dívida pública, assim como a revogação de todas as reformas que precarizam a vida da juventude e dos trabalhadores, como a da previdência e trabalhista. Contra a demagogia de Kim Kataguiri, MBL e toda direita de um suposto "combate à desigualdade" com a reacionária PEC 206, defendemos um verdadeiro combate à desigualdade no ensino superior público: pela radicalização do acesso às universidades públicas através da defesa intransigente das cotas rumo o fim do vestibular, e estatização das universidades particulares sob controle des trabalhadores, para que todes possam ter o direito de estudar e sem pagar! Essa luta só pode ser levada adiante através da luta unificada entre estudantes e trabalhadores.

É preciso que a UNE saia da passividade e organize assembleias de base em todas as universidades do Brasil, nas quais possamos votar por delegados que formem um comitê nacional para pensar um plano de lutas efetivo contra os cortes e ataques à educação de Bolsonaro e do centrão.




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