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FORA BOLSONARO, MOURÃO E MILITARES | Lutar contra Bolsonaro, Mourão e governadores para vingar nossos 500 mil mortos por covid

No sábado, 19 de junho, o Brasil bateu a terrível marca de meio milhão de mortos por covid. Bolsonaro não teve vergonha na cara e divulgou por meio de nota da Casa Civil o balanço positivo dos 900 dias de governo, e hoje Mourão tentou lavar a cara do governo, dizendo que nossos mortos são “retrato da desigualdade socioeconômica”. Se eles tentam isentar o negacionismo de Bolsonaro e a demagogia dos governadores da responsabilidade por meio milhão de mortes por covid, só poderemos ser nós a vingá-las com a força da nossa luta.

segunda-feira 21 de junho | Edição do dia

Foto: Marcos Corrêa/PR

O Brasil alcançou a terrível marca de 500 mil mortos por covid no sábado. Nós perdemos os nossos por responsabilidade da política negacionista de Bolsonaro e da demagogia dos governadores, enquanto somos atravessados por uma crise econômica que eles descarregam em nossas costas em forma de ataques.

No mesmo dia dessa marca, Bolsonaro publicou um documento divulgado com título "900 dias: nos trilhos na preservação de vidas e da retomada da economia" aponta com destaque o enfrentamento da pandemia. Sem nem ao menos vergonha, Bolsonaro despreza as mortes por covid e faz piada com os ônibus lotados de trabalhadores que não pararam um segundo sequer de trabalhar para botar comida na mesa e não cair na fome e no desemprego, que alcançam índices recordes no país.

Bolsonaro com seu governo de militares, juntos com governadores como Dória, são responsáveis pelas mais de 500 mil vidas perdidas: não garantiram acesso da população a leitos e oxigênio, como aconteceu em Manaus, nem ao menos testes massivos ou vacina, quando negou a comprar de doses em plena pandemia, enquanto reabriam as portas dos comércios e das igrejas, para nunca deixar de beneficiar os empresários e os pastores.

E como se não bastasse, hoje, segunda (21), o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), tentou lavar a cara de Bolsonaro e dos governadores, dizendo que nossos meio milhão de mortos são “retrato da desigualdade socioeconômica” do país. Mourão faz cinismo e hipocrisia com a nossa situação na crise, como se não fossem eles os articuladores e implementadores da Reforma Trabalhista, da Reforma da Previdência, da Reforma Administrativa, da privatização da Eletrobras, da EC do Teto de Gastos, da MP da Morte, que abriu espaço para demissões durante a pandemia, para levar até o fim o projeto do golpe institucional de 2016.

Mas também não podemos confiar nos governadores, como Doria por exemplo, que fazem demagogia em relação ao negacionismo de Bolsonaro, tentando se colocar como pró-ciência e salvadores da pátria, mas não garantiram medidas elementares de combate à pandemia e nem vacinação. Mesmo em momentos mais agudos, em que os governadores aumentavam as restrições, elas eram feitas de forma totalmente irracional, sem proibir as demissões ou garantir auxílios para os trabalhadores não terem que passar fome.

Vivemos hoje sob a uma crise econômica aprofundada pela pandemia do coronavírus, e vingar nossos mortos significa lutar para impor um plano emergencial de combate à pandemia e fazer com que os capitalistas paguem por essa crise que eles mesmos criaram. É na luta que arrancaremos vacina para todos, com quebra das patentes e sem indenização para as empresas que lucram em detrimento de nossas vidas. Por um plano emergencial que garanta testes massivos e uma quarentena racional, com isolamento de todos os infectados com o confisco de grandes hotéis e resorts para que isso aconteça. É necessário que todos os trabalhadores de serviços não essenciais sejam liberados, proibindo suas demissões e garantindo um auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo para pôr comida na mesa. Com isso também é necessário que o preço dos alimentos que estão em alta sejam congelados, e as demais contas como água, gás e luz, tenham suas cobranças suspensas, para que os trabalhadores não tenham que sofrer com as consequências da crise econômica.

Para começar, precisamos de um dia de Paralisação Nacional unificada de trabalhadores e estudantes, construído em cada local de trabalho e estudo, com assembleias de base, para atingir diretamente o bolso dos patrões, que lucram através de nosso trabalho, precarizam nossos estudos. Durante toda a pandemia, trabalhamos para que eles continuassem mantendo seus bolsos cheios de dinheiro, enquanto nós pagamos as suas e as nossas contas de luz extremamente altas, vivemos o apagão no Amapá, por causa da crise energética derivada da privatização, vivemos a terceira onda antecipada em Manaus por nossos recursos serem roubados, ocorrendo inclusive a absurda falta de oxigênio nos hospitais.

A força nas ruas não pode ser combustível para campanha eleitoral para quem se propõe a gerir essa crise a partir dos resultados das urnas em 2022. Nós, trabalhadores, estudantes, precisamos tomar a luta em nossas mãos e atropelar as direções burocráticas ligadas ao PT e ao PCdoB. Por isso, precisamos exigir que a CUT, a CTB (centrais sindicais dirigidas pelo PT e pelo PCdoB) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade estudantil dirigida pela UJS (juventude do PCdoB), pela Juventude do PT e pelo Levante Popular da Juventude, organizem a luta e não dividam as pautas e as forças dos trabalhadores e dos estudantes, como fizeram primeiramente convocando manifestações separadas entre os dias 26 e 29 de Maio, e depois nos dias 18 e 19 de Junho.

Nossa luta precisa ser por Fora Bolsonaro, Mourão e militares. Não é mais possível confiar no teatro da CPI da Covid com esperanças falsas de que possa desgastar Bolsonaro para a saída institucional do impeachment. Bolsonaro sai, e Mourão fica? General Hamilton Mourão (PRTB), vice-presidente militar que comemora o golpe militar de 64, que disse que os mortos nas mãos da polícia em Jacarezinho no Rio de Janeiro eram “tudo bandido”. Organizados, podemos derrotar Bolsonaro e o conjunto do regime político do golpe. Precisamos de um plano de luta e uma paralisação nacional para enfrentar os ataques, contra as intenções das direções burocráticas, pois aceitar o desvio eleitoralista da nossa luta só pode levar à derrota.




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