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DEMISSÕES

LATAM pede recuperação judicial no Brasil: ameaça de quebra, demissões em massa e não pagamento dos direitos

quinta-feira 9 de julho| Edição do dia

A Latam Brasil anunciou que pediu recuperação judicial do grupo LATAM Airlines nos Estados Unidos. Até então, as afiliadas dos EUA, Chile, Colômbia, Peru e Equador estavam incluídas no pedido de recuperação. A seção brasileira não estava inclusa no pedido feito em 26 de maio nos EUA, porque a empresa esperava uma ajuda de Bolsonaro através de um empréstimo do BNDES que, até então, não existiu.

A recuperação judicial ocorre no contexto em que a empresa já está atacando os trabalhadores com milhares de demissões e com a MP da morte de Bolsonaro para reduzir os salários dos trabalhadores em 60% durante a pandemia. Quer dizer, estas empresas estão recebendo muita ajuda do governo quando se trata de atacar os direitos trabalhistas adquiridos como acordos coletivos etc. Porém, além disso, muitas destas empresas também estão fechando as portas, como foi o caso da Avianca esta semana.

É preciso acompanhar de perto a Latam Brasil, pois desenha-se um cenário parecido ao da Argentina. A empresa diz que precisa de maior liquidez e pede financiamento no BNDES ao governo Bolsonaro, que está muito mais preocupado em financiar suas alianças com o centrão do que impedir demissões na empresas.

A Latam já demitiu milhares mundo afora. Encerrou operações na Argentina e colocou 6 das suas sessões em recuperação judicial. Este filme, os trabalhadores aeroviários já puderam assistir quando foi o caso da Varig, que até hoje deve aos trabalhadores e à previdência social, entre outros encargos. Mas a Varig já não existe, consta como "massa falida" e, por isso, sequer pode ser cobrada na justiça.

É desta forma que o sistema capitalista permite que empresários encerrem suas empresas, vendam suas máquinas e aparelhos e invistam capital em outro lugar, com outro nome e CNPJ. É assim que a falência das empresas representa, na realidade, a falência de milhares de famílias de trabalhadores. Para os empresários, representa apenas um empreendimento que não deu certo, e, quando isso ocorre, eles levam máquinas e equipamentos e deixam uma conta enorme de encargos trabalhistas sem pagar. A única forma de parar essas medidas é mobilizando os trabalhadores para impedir as demissões e o fechamento da empresa. Colocando sob controle operário as plantas, os terminais e os locais de trabalho, não deixando o patrão ir embora aplicando o calote. A produção exercida na Latam Airlines poderia, nas mãos dos trabalhadores, servir para combater a pandemia, através de uma reconversão produtiva aonde as máquinas e ferramentas disponíveis pudessem ser usadas para produzir aparelhos, equipamentos de proteção e material hospitalar necessário para equipar o SUS.

Nenhuma demissão aos trabalhadores da Latam! Nenhuma família na rua sem direitos e sem emprego!




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