Gênero e sexualidade

HOMOFOBIA

Justiça de SP absolve Sikêra Jr. e diz ser lícito chamar LGBTs de “raça desgraçada”

Em show de homofobia, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu o apresentador Sikêra Jr. da RedeTVT, que havia sido condenado a pagar indenização à modelo transexual Viviany Beleboni após se referir a uma performance dela como “lixo”, “bosta” e “raça desgraçada”.

segunda-feira 10 de maio| Edição do dia

Imagem: Reprodução

No ano passado, Sikêra esbravejou homofobia contra a modelo Viviany ao se referir à performance realizada por ela na Parada do Orgulho LGBT, onde representou Jesus Cristo crucificado, denunciando a violência que LGBTs sofrem diariamente.

“Os homossexuais estão arruinando a família brasileira”, “isto é um lixo, uma bosta” e “raça desgraçada” foram as atrocidades comentadas por Sikêra Jr., que em 2018 já havia humilhado mulheres em seu programa ao vivo. Por conta disso, o apresentador foi condenado a pagar uma indenização de R$ 30 mil à modelo.

Agora, o relator do processo no TJ de SP Rodolfo Pelizzari derrubou essa decisão da primeira instância, absolvendo Sikêra em base a justificativas escandalosas. Segundo Rodolfo, o apresentador não teve o intuito específico de difamar a modelo e afirmou que as bravatas de Sikêra "podem até ser um equívoco crasso, mas não uma manifestação ilícita do pensamento".

No país que é o líder mundial no ranking de violência contra LGBTS, a Justiça paulista considera comentários homofóbicos como uma “mera crítica” ou “livre expressão de pensamento”. Sendo que após a divulgação do programa de Sikêra Jr. no ano passado, Viviany recebeu diversas ameaças e acusações nas redes sociais.

A advogada da modelo, Cristiane de Novais, questionou a justiça: “Ela não se enquadra nos princípios da dignidade da pessoa humana?"




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