Política

JUSTIÇA INTERFERE NAS ELEIÇÕES NO RIO

Justiça carioca cassa candidatura de Lindbergh continuando seu arbítrio na política do Rio

A decisão da justiça eleitoral do Rio de cassar a candidatura de Lindbergh Farias do PT além de autoritária e arbitrária expressa fortemente como querem limitar o direito ao sufrágio, controlar em quem você pode votar e querem arbitrar sobre os rumos do Rio de Janeiro

Carolina Cacau

Professora da rede estadual em Nova Iguaçu-RJ e dirigente do Quilombo Vermelho - Luta Negra Anticapitalista e MRT

sexta-feira 23 de outubro| Edição do dia

Imagem: Reprodução/ hartenergy

Não apoio essa candidatura nem nunca prestei apoio político ao PT, mas é preciso defender o direito da população poder votar em quem ela desejar.

É preciso denunciar e enfrentar o autoritarismo do judiciário que intervém no processo eleitoral definindo quem participa ou não do mesmo, sempre atuando para manter blindados os esquemas de poder no Rio de Janeiro, sejam eles a favor de Bolsonaro, dos grandes pastores capitalistas, da Rede Globo ou dos vastos interesses do próprio judiciário.

Essa mesma justiça que agora cassa o ex-senador petista em uma decisão de primeira instância, atuou fortemente para colocar um dos seus no Palácio da Guanabara, com Witzel, e depois junto de Bolsonaro atuou para retirá-lo. Mantendo intacto os negócios dos empresários com o Estado, não somente aqueles negócios ilegais, como os bilionários subsídios e isenções de impostos em quanto todo o estado literalmente cai aos pedaços, com altos índices de desemprego e fome.

O judiciário carioca é responsável pelo encarceramento em massa de negros que sequer são julgados, que ajuda a manter impunes milhares de casos de assassinatos cometidos por policiais, que persegue ou blinda empresários e políticos conforme seus interesses, que perseguiu estudantes que hasteavam bandeiras “antifascistas em 2018. Um autoritarismo que está a serviço agora num pacto com Bolsonaro e o governo para garantir ataques aos direitos trabalhistas e privatizações.

A intervenção do judiciário nas eleições e no direito da população escolher seus representantes ilustra a situação particular do Rio em meio a uma situação nacional onde se destaca o pacto de diferentes atores golpistas em prol da continuidade da agenda que votaram no golpe institucional de 2016.

É preciso fortalecer uma esquerda que busque forças nos locais de trabalho e estudo com outra estratégia, que supere a estratégia de conciliação de classes que o PT tem, expressas agora nas alianças com setores da direita e da extrema direita. Uma estratégia que fortaleça a luta contra Bolsonaro e Mourão e todo esse podre golpista e para que não sejam os conchavos dos parlamentos e do judiciário com o bolsonarismo, mas as grandes massas do país que debatam e decidam os rumos do país numa Assembleia Constituinte Livre e Soberana.




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