RACISMO

Jovem negro grava abordagem racista de seguranças do Assaí, que o detiveram sob acusação de estar armado

Uma acusação sem fundamentos, além do racismo, bastou para os seguranças da rede de supermercados Assaí detivessem um jovem negro por horas até a chegada da polícia. Uma situação a que estão expostos os negros e negras de nosso país.

terça-feira 7 de julho| Edição do dia

No vídeo Alan, jovem negro e LGBT, que entrou no mercado Assaí para comprar alimentos, mas decidiu voltar no outro dia pelo fato do mercado estar lotado, mostra abordagem grotesca de seguranças do que não deixaram o jovem sair do local alegando que uma mulher o viu sair do mercado portando uma arma, e que ele só iria sair com a chegada da polícia.

A acusação se demonstrou falsa pois nem os seguranças nem as câmeras conseguiram mostrar que Alan estava armado.

No vídeo o jovem pede para que o segurança deixe-o ir embora porque necessita trabalhar no outro dia, no entanto o segurança nega enquanto chama a polícia e testemunhas, porém não conseguiu arranjar nada que provasse que o jovem estivesse armado e o liberou dizendo "vai embora caralho" após todo o constrangimento motivado puramente por racismo.

Após o acontecimento, em outro vídeo Alan relata como se sentiu na situação:

"Foi uma situação horrível que eu não desejo pra ninguém, eu sei que muitas pessoas pretas passam por isso e que muitas pessoas pretas são violadas, se entregam de bandeja porque vivem imersas nesse mundo onde preto tem que baixar a cabeça"

De fato, milhares de pessoas pretas passam por isso todos os dias. Além de serem violadas, como o caso de um jovem que foi chicoteado e torturado por dois seguranças de super mercado na zona sul de SP em setembro de 2019, por roubar 5 barras de chocolate, também são frequentemente mortas como é o caso de pedro Gonzaga, outro que foi asfixiado até a morte ,e faleceu de parada cardíaca, por um segurança do mercado Extra na barra da tijuca, zona sul do RJ.

Não muito distante também temos o caso de George Floyd nos EUA, homem negro que foi asfixiado até a morte por um policial trumpista supremacista branco em Mineapolis no estado de Minessota.

Alan teve a sorte de não dormir em uma cela de prisão, no país com a terceira maior população carcerária do mundo com presos sem julgamento e majoritariamente negros, e felizmente não foi espancado e morto com seu cadáver sendo ocultado por policiais, como acontece com diversos jovens negros que tem sua vida interrompida pelas mãos dos braços armados repressivos do estado capitalista, que historicamente sempre usaram e sempre vão usar suas armas e forças para proteger a propriedade privada enquanto exterminam nossa juventude preta e reprimem nossas lutas por demandas básicas.




Tópicos relacionados

Racismo   /    [email protected]

Comentários

Comentar