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Censura | Jornalista da rede do Esquerda Diário na França é intimado pela polícia por seu apoio à Palestina

Após a convocação de três membros da Révolution Permanente, parte da Rede Esquerda Diário na França, incluindo seu porta-voz Anasse Kazib, um jornalista da seção internacional foi convocado esta semana pela polícia antiterrorista por seu apoio à luta do povo palestino. É urgentemente necessária uma campanha contra a censura e a perseguição àqueles que se opõem ao genocídio de Israel em Gaza.

segunda-feira 13 de maio | Edição do dia

Na semana passada, a polícia francesa convocou para depor um jornalista especializado em Oriente Médio e na situação da Palestina da Révolution Permanente (RP), a organização por trás da rede internacional do Esquerda Diário na França. Essa intimação vem do Grupo Antiterrorista (GLAT) da polícia judiciária, como pelo menos três outras anteriores contra outros membros da mesma organização, entre eles o trabalhador e ativista sindical Gaëtan Gracia e o porta-voz da RP, Anasse Kazib. Isso mostra uma hostilidade especial contra nossos companheiros da Révolution Permanente por parte das autoridades e do governo francês.

Como em um dos casos anteriores, a pessoa implicada é um jornalista da nossa seção internacional na França. Entre as supostas provas mencionadas pela polícia está um artigo de outubro de 2023 no qual nosso camarada denuncia as centenas de pessoas mortas nos bombardeios em Gaza e expressa seu medo de uma possível "limpeza étnica" futura na Faixa de Gaza. Em outras palavras, as "evidências" na realidade só mostram que se trata de uma perseguição e intimidação pura e simples contra aqueles que denunciam o genocídio de Israel em Gaza e expressam sua solidariedade com o povo palestino, mas também, nesse caso, por seu trabalho de acompanhamento da situação dramática em Gaza, onde um massacre está sendo preparado com a invasão de Rafah. Além dos ataques que o governo francês já vem realizando contra o direito de mobilização, como os dos estudantes que estão sendo reprimidos e presos, há uma séria ameaça à liberdade de imprensa.

Essa nova intimação faz parte de uma ofensiva mais ampla que inclui líderes sindicais, políticos, jornalistas e ativistas, todos "acusados" de apoiar o povo palestino sob uma suposta "apologia ao terrorismo".

Além disso, na semana passada, dois estudantes da Sciences Po Paris e 86 estudantes que ocupavam a Universidade de Sorbonne foram presos. Pelo menos um desses estudantes foi enviado ao tribunal.

Os detidos das universidades deram nesta sexta-feira (10/05) uma coletiva de imprensa na qual denunciaram que "os estudantes presentes nessa ação pacífica foram vítimas de graves atos de violência".

Embora várias centenas de pessoas tenham sido acusadas por seu apoio à Palestina desde outubro, a repressão está ficando mais dura. A rápida disseminação de acampamentos de solidariedade a Gaza em universidades de todo o mundo, ao mesmo tempo em que crescem as expressões de apoio à Palestina, foi recebida por uma radicalização do policiamento e da repressão para cortar a solidariedade pela raiz.

Mas, como dizem nossos companheiros da Révolution Permanente "Não seremos intimidados: apoiar a Palestina, falar sobre a Palestina, escrever sobre o massacre em curso na Palestina não é crime. Mais do que nunca, devemos nos opor a esse endurecimento autoritário, que cria precedentes perigosos contra todos os direitos democráticos. Há uma necessidade urgente de que os sindicatos, as organizações de direitos e os intelectuais se mobilizem junto com os movimentos sociais e as organizações de jovens para deter essa escalada, exigir o encerramento de todos os processos e defender o direito de apoiar a Palestina. Solidariedade com nosso camarada e com todos aqueles que foram intimados e reprimidos".




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