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Covid-19 na prisão | Já são mais de 100 mil casos de Covid-19 em presídios e unidades socioeducativas no Brasil

De acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o número de pessoas que receberam o diagnóstico de Covid-19 em estabelecimentos dos sistemas prisional e socioeducativo no país já ultrapassou a marca de 100 mil.

quarta-feira 28 de julho | Edição do dia

FOTO: Folhapress

São 90.132 casos em unidades prisionais e 10.505 em instituições para internação de adolescentes, somando 100.637 registros até a data de hoje. Desse total, 67.978 casos são de internos e 32.659 de servidores. Desde o início da epidemia, foram registrados 691 óbitos nos presídios brasileiros, sendo 390 (mais da metade!) de funcionários.

"No sistema prisional, o índice de óbitos nos últimos 30 dias acumulou alta de 9,11%, mais que o triplo de novos registros da doença (3,11%). Nas instituições do socioeducativo, o cenário é semelhante: enquanto a taxa de novos casos foi de 2,8% no último mês, o total de mortes subiu 6,4%", diz o conselho.

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O relatório do CNJ ainda aponta que 366.613 pessoas nos sistemas prisional e socioeducativo já receberam ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19, considerando internos e funcionários. A maior parte dos vacinados é de pessoas presas (214.070), embora o montante corresponda a apenas 28,4% do total da população carcerária no país. No caso de servidores, o número de imunizados com a primeira dose é de 152.543, o que representa 49,6% desse grupo. Dez estados vacinaram apenas 10% ou menos de sua população prisional. E oito deles —Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Piauí, Roraima e Tocantins— não informaram qualquer registro de imunização.

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"A análise dos números indica que há disparidades entre os estados quanto à aplicação de vacinas em pessoas privadas de liberdade, com índices de cobertura que variam desde aqueles que ainda não possuem registro de vacinação da primeira dose até os que já vacinaram 100% dessa população", diz o relatório.

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Em condições totalmente desumanas, com celas superlotadas, com iluminação precária, onde faltam itens básicos como sabão, roupa, colchões, os presos relatam que até a água é racionada. Essas são condições evidentes de violações dos direitos humanos básicos. É nítida a forma que o estado brasileiro e a justiça tratam a população carcerária, em sua grande maioria negra e muitos destes ainda aguardando julgamento do processo, com desdém e racismo, privando de qualquer direito elementar em celas superlotadas.

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